Por meio das Sagradas Escrituras, conhecemos as virtudes de Nossa Senhora, dentre elas a escuta a Deus e o serviço generoso e desinteressado. Maria é aquela que nos ensina um caminho eficaz para a missionariedade.
Diante de atividades pastorais, podemos responder a Deus como Ela: “Faça-se em mim, segundo a tua vontade” (Lucas 1,38). Com o seu exemplo, aprendemos que os primeiros passos para ir em missão são ouvir e confiar em Deus.
Será que, como Maria, estamos atentos aos outros e a voz do Senhor? A participação de todo batizado leigo na evangelização da Igreja é essencial, especialmente neste tempo em que somos convidados a ser uma “Igreja em saída”.
Isso está claro no documento pontifício Sinodalidade na Vida e Missão da Igreja, que afirma que uma Igreja sinodal é uma Igreja que escuta:
"Povo fiel, Colégio episcopal, Bispo de Roma: cada um na escuta dos outros; e todos na escuta do Espírito Santo”.
Ademais, por meio do canto do Magnificat entoado por Nossa Senhora, encontramos no seu louvor perfeito a Deus a verdadeira humildade necessária para a missão.
“A minha alma glorifica ao Senhor e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador.” (Lc 1,46).
Segundo o Papa Bento XVI, este cântico da Mãe de Deus é próprio “daqueles que se reconhecem “pobres” não só no desapego de qualquer idolatria da riqueza e do poder, mas também da tentação do orgulho”.
O serviço aos outros nasce de um coração humilde, que se alegra em Deus e confia na sua misericórdia. Assim, Nossa Senhora nos inspira a levar a ternura do Coração de Deus, sobretudo àqueles que mais necessitam.
É o Senhor quem nos envia ao encontro dos outros. E, quando nos chama a algum apostolado, não nos deixa desamparados, pelo contrário, envia-nos o Espírito Santo.
Para Marli de Fátima Barbosa Meireles, de 59 anos, o chamado para participar da Pastoral do Povo da Rua da Paróquia Nossa Senhora Aparecida, da cidade de Cachoeira Paulista (SP), aconteceu a partir do convite de um amigo e foi aceito com alegria.
Sua experiência levando marmitas e roupas para os irmãos em situação de rua teve início em 2024. Segundo Marli, a prontidão de Nossa Senhora quando partiu apressadamente para servir Isabel (Lc 1,39) a inspirou a ir ao encontro destes irmãos.
Além disso, ela viu nesta ação a graça de Deus e uma oportunidade para estar mais próxima dEle: “Ir ao encontro destas pessoas é ir ao encontro de Jesus. E sou eu, muitas vezes, quem aprendo algo. Eles sempre têm algo a me ensinar”.
Seja na anunciação do Anjo, no canto do Magnificat, na visita à Isabel, nas bodas de Caná ou aos pés do Seu Filho na Cruz, toda a vida de Maria é escola de amor, escola de saída de si para Deus e para os outros.
Maria, que “reunia os discípulos para invocar o Espírito Santo (At 1,14), e assim tornou possível a explosão missionária que aconteceu em Pentecostes”, inspira-nos a seguir um caminho missionário de escuta, humildade, confiança e amor.
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