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O Papa Francisco pontua sempre que a Igreja deve ser cada vez mais sinodal, ou seja, um local onde o povo caminha junto, escutando e discernindo a vontade de Deus.
Tanto o Sínodo quanto o Ano Santo nos desafiam a sermos uma Igreja mais aberta, misericordiosa e atenta aos sinais dos tempos.
A relação entre o Sínodo e o Ano Jubilar está na essência do chamado à conversão e às mudanças: a caminharmos juntos.
O processo sinodal leva a repensar estruturas, atitudes e mentalidades para sermos uma Igreja mais missionária. O Jubileu nos dá a oportunidade concreta de colocar essa conversão em prática, ao abrir as portas santas, da misericórdia, promover a justiça e fortalecer a unidade da Igreja.

A Sinodalidade
O Sínodo, como explica o documento Instrumentum Laboris (2023), busca aprofundar a identidade da Igreja como comunidade de irmãos e irmãs que caminham juntos, ouvindo o Espírito Santo e discernindo sua missão no mundo de hoje.
O Papa Francisco, no momento de reflexão para o início do percurso sinodal, destacou:
“O ponto de partida, no corpo eclesial, é este e mais nenhum: o Batismo. Dele, nossa fonte de vida, deriva a igual dignidade dos filhos de Deus, embora na diferença de ministérios e carismas. Por isso, todos somos chamados a participar na vida da Igreja e na sua missão. Se falta uma participação real de todo o Povo de Deus, os discursos sobre a comunhão arriscam-se a não passar de pias intenções”.
Isso também é essencial para vivermos o espírito do Ano Jubilar, que nos chama à conversão do coração e à renovação da vida eclesial.

Ano Jubilar: um tempo de graça e reconciliação
A tradição dos jubileus na Igreja tem origem na Sagrada Escritura, especialmente, na prática do “ano da graça”.
O Jubileu, portanto, não é apenas um tempo de celebração, mas uma oportunidade de transformar a Igreja e a sociedade. Além disso, uma chance para olharmos atentos para os que sofrem, estarmos mais abertos ao diálogo e à escuta, algo essencial para o caminho sinodal.
“Uma Igreja sinodal é assim porque tem uma viva consciência de caminhar na história em companhia do Ressuscitado, preocupada não em salvaguardar a si mesma e os próprios interesses, mas em servir o Evangelho em um estilo de gratuidade e de cuidado, cultivando a liberdade e a criatividade próprias de quem dá testemunho da boa nova do amor de Deus, permanecendo enraizada no essencial.” (Papa Francisco)
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Fonte: Vatican Media
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