A depressão entre os jovens está começando cada vez mais cedo e evoluindo para quadros mais severos, como o suicídio. Isso acontece por diversos fatores, como a rapidez das mudanças e o excesso de comparação que acontece no ambiente digital.
De acordo com um estudo do IBGE, os jovens entre 13 e 17 anos se sentem mais solitários, desamparados e insatisfeitos com a própria imagem. Em contrapartida, a revista científica Developmental Science relata que viver em ambientes religiosos diminui a ansiedade em jovens.
Durante o mês de setembro é comemorado o Dia Mundial da Prevenção do Suicídio. Pensando nisso, o A12 preparou 10 dicas para os pais ajudarem seus filhos a cuidarem da saúde mental e viverem uma vida mais leve e feliz.
Reservem um tempo para o diálogo, não apenas para falar sobre notas escolares, obrigações ou o comportamento do jovem.
Uma escuta atenta ajuda os filhos a se sentirem compreendidos e valorizados.
Os jovens dão sinais quando algo diferente está incomodando. É responsabilidade dos pais ficarem atentos a mudanças bruscas, para assim poderem ajudar.
Listamos alguns comportamentos que merecem atenção redobrada e ajuda profissional:
Se vocês repararem em comportamentos preocupantes, tentem conversar com calma e perguntar: “Está acontecendo alguma coisa? Você tem pensado em se machucar?”.
Falar sobre o assunto com acolhimento não deve ser tratado como exagero ou fraqueza, mas como um sinal de preocupação e cuidado dos pais.
Frases como “isso é apenas uma fase” ou “você tem tudo para ser feliz” podem fechar o espaço para o diálogo. É melhor dizer: “Eu percebo que você está sofrendo e quero te entender e ajudar”.
A ajuda de um profissional da área da saúde mental, como psicólogo e psiquiatra, é fundamental para avaliar a situação e direcionar os pais a como ajudar os filhos.
O papel dos pais é acompanhar, facilitar o tratamento e manter o vínculo, não substituir os profissionais.
Incentivem relações saudáveis, atividades em grupo longe do celular e momentos em família. Lembre-se apenas de não pressionar excessivamente, deixe que o jovem descubra qual é seu interesse.
O ambiente familiar, escolar e comunitário pode oferecer referências, apoio e motivos para que o jovem se sinta parte de algo maior e volte a se sentir feliz.
Conheçam os conteúdos, contatos e sites que seus filhos acessam, estabelecendo limites com diálogo e atenção, não apenas com vigilância punitiva.
Comportamentos dos pais também influenciam nos sentimentos dos filhos. A ausência, desinteresse pela educação e severidade exagerada podem favorecer desequilíbrios emocionais.
Os filhos precisam de tempo, carinho, orientação e limites coerentes para que sua formação enquanto pessoa seja com bons exemplos.
A oração, a vida em comunidade, o acompanhamento pastoral e a participação na vida da Igreja podem ajudar a combater a solidão e a redescobrir a esperança.
Contudo, a fé não deve ser usada para culpar o jovem nem para substituir o tratamento psicológico ou médico.
Em casos extremos, se o filho disser que pretende se matar, tiver um plano, acesso a meios ou já tiver tentado se ferir, não o deixe sozinho. Retire, quando possível e com segurança, meios perigosos, procure imediatamente um serviço de emergência. Nessa situação, não prometa guardar segredo: proteger a vida vem primeiro.
A atenção dos pais pode fazer grande diferença, mas é importante lembrar: a família não precisa diagnosticar nem resolver tudo sozinha. Depressão e pensamentos suicidas são doenças que exigem psicoterapia, acompanhamento médico e, em alguns casos, tratamento intensivo.
A instrução fundamental para os pais é simples: escutar, levar a sério, permanecer próximos e buscar ajuda rapidamente. A prevenção nasce da presença paternal, que faz o jovem perceber que não está sozinho, que é amado, compreendido e tem seu valor.
Confira a mensagem do Papa Leão XIV sobre o assunto:
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