Por João Antônio Johas Leão Em Espiritualidade

Primeiro santo brasileiro nasceu em meio ao surgimento da devoção de Aparecida

Foto de: Nome do fotógrafo

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Cresceram juntos, então, a devoção a
Nossa Senhora Aparecida e o futuro
primeiro santo nascido em terras brasileiras.

Antônio de Sant´Ana Galvão nasceu no ano de 1739 na cidade de Guaratinguetá, no interior de São Paulo.  Nessa época, o que hoje conhecemos como a cidade de Aparecida, ainda não existia, embora a devoção a Nossa Senhora, iniciada em 1717 quando foi tirada das águas do rio Paraíba, já estava crescendo. Em 1734 se havia iniciado a construção da capela no alto do morro dos Coqueiros, que foi aberta para a visitação em 1745, tendo o futuro Frei Galvão apenas 6 anos de idade.

Me parece muito providencial que essas duas figuras hoje tão queridas pelos brasileiros, Nossa Senhora Aparecida e Frei Galvão, tenham suas histórias entrelaçadas. Eu não sei se isso realmente aconteceu, mas não me pareceria nada estranho que Antônio visitasse Nossa Senhora com sua família, que era profundamente religiosa.

Cresciam juntos, então, a devoção a Nossa Senhora Aparecida e o futuro primeiro santo nascido em terras brasileiras. A primeira, toda Santa, crescia para se tornar a padroeira dessas terras em 1930, e o segundo, crescia em estatura e Graça, conformando-se cada vez mais com Jesus, para se tornar o primeiro fruto maduro da Igreja do nosso país, reconhecido no ano de 2007 quando foi canonizado pelo então Papa Bento XVI.

Aos 13 anos, Galvão foi estudar na Bahia, em um colégio jesuíta. Talvez por isso quis entrar para essa comunidade, mas convencido pelo pai, acabou entrando para a comunidade franciscana.

Como Franciscano foi muito carismático. Parece que era muito querido pela população de São Paulo que mais de uma vez intercedeu a favor do santo para que ele ficasse na cidade. Foi fundador do mosteiro da Luz em São Paulo, edifício que ele ajudou a construir com suas próprias mãos o que lhe conferiu o título de padroeiro dos pedreiros, serventes, carpinteiros, oleiros, serralheiros, mestres-de-obras, empreiteiros, desenhistas, pintores, arquitetos, engenheiros e todos aqueles que estão ligados à arte de construir, dado pelo Papa São João Paulo II, no ano de 2000.

Uma das devoções mais conhecidas ligadas a esse santo comprova o seu amor a Maria. A uma senhora que estava com dificuldades no parto o Santo enviou algumas pílulas de papel com a inscrição “Após o parto, permaneceste virgem: Ó Mãe de Deus, intercedei por nós” em latim. Tomando as pílulas ela conseguiu um parto bem sucedido. A mesma coisa aconteceu com uma mulher que sofria com cálculos renais. Uma vez tomada as pílulas, sua dor sumiu e os cálculos saíram.

Para o ano de 1822, quando Frei Galvão veio a falecer, a devoção a Nossa Senhora já tinha crescido muito e a capelinha no Morro dos Coqueiros estava cada vez mais apertada para a quantidade de romeiros que vinham visitar a Santa. Talvez poucos soubessem naquele momento que ali pertinho havia nascido um pequeno garoto que agora era um grande Santo aos olhos de Deus.

Mas os dois fatos, a devoção a Nossa Senhora e a santidade de Frei Galvão estão relacionados. Não se pode ser santo se não se é um verdadeiro filho de Maria. E Frei Galvão me parece um exemplar filho de Maria. O que Maria faz com aqueles que com docilidade se aproximam a ela é simplesmente ajudar a que se conformem com o seu Filho Jesus, ou seja, os ajudam a que sejam Santos como o Senhor é Santo.

Isso aconteceu na vida de Santo Antônio de Sant´Ana Galvão e pode acontecer em cada um de nós. Quanto mais devotos somos de Nossa Senhora, mais vamos aprender a amar Jesus. Em outras palavras, Nossa Senhora é o caminho mais curto para o Senhor Jesus, para a santidade. No dia de Frei Galvão peçamos-lhe que interceda por cada um de nós, para que sejamos dóceis aos apelos de Deus em nossa vida. Para que possamos também nós, assim como ele, deixar-nos conformar a Jesus pelos braços amorosos de Santa Maria.

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Por João Antônio Johas Leão, em Espiritualidade

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