Durante a Quaresma, muitos fiéis se perguntam: posso manter minha penitência quaresmal também aos domingos? A resposta passa pela compreensão do que a Igreja celebra a cada domingo e pelo sentido espiritual desse tempo litúrgico.
Segundo a tradição da Igreja, o domingo nunca é considerado dia penitencial. Se fosse, a Quaresma contaria com 45 dias, e não 40. Além disso, o fundamento está na centralidade da Ressurreição. Cada domingo celebra a vitória de Cristo sobre a morte. Por isso, é chamado de “pequena Páscoa”.
O Catecismo da Igreja Católica ensina:
“O domingo é o dia por excelência da assembleia litúrgica, em que os fiéis se reúnem ‘para ouvir a Palavra de Deus e participar da Eucaristia’.” (CIC 1167)
O Código de Direito Canônico também distingue o domingo dos dias penitenciais: “Todos os fiéis, cada qual a seu modo, por lei divina, têm a obrigação de fazer penitência” (cân. 1249).
Porém, os dias penitenciais de carne ou de outro alimento, segundo as determinações da Conferência Episcopal, são todas as sextas-feiras do ano, a não ser que coincidam com algum dia de solenidade e na Quarta-feira de Cinzas e na sexta-feira da Paixão e Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo (cân. 1251).
Ou seja, a Igreja não inclui o domingo como dia obrigatório de penitência.
add_box Apenas a Missa de domingo é válida?
O Pe. Pablo Vinícius, C.Ss.R. orienta que, apesar de não ser obrigatória, não deve ser pretexto para abandonar de vez a penitência quaresmal:
“Mas que fique claro: isso não quer dizer que devo abandonar minha penitência quaresmal. Não quebre a penitência. Se ela está me ajudando a crescer na intimidade com Deus, por que parar? Quaresma, tempo de conversão! Quaresma com Jesus, em sua companhia! Vamos juntos ‘morrer’ para o pecado e ressuscitar com Cristo para uma vida nova.”
Ou seja, a decisão é pessoal. Se a prática espiritual fortalece a fé e ajuda no caminho de conversão, o fiel pode mantê-la também no domingo. O essencial é compreender o sentido do dia: celebração da Ressurreição.
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Tudo diz respeito à Ressurreição. Os Evangelhos afirmam que Cristo ressuscitou “no primeiro dia da semana” (cf. Mt 28,1).
O Evangelho de João reforça: “No primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao sepulcro” (Jo 20,1).
Desde os tempos apostólicos, os cristãos se reuniam nesse dia (cf. At 20,7). O domingo tornou-se, portanto, memorial permanente da Ressurreição.
A Quaresma é um tempo forte de conversão. O Catecismo da Igreja Católica explica:
“Os tempos e dias de penitência ao longo do ano litúrgico são momentos fortes da prática penitencial da Igreja” (CIC 1438).
Entre esses tempos está a Quaresma. Ela prepara os fiéis para a Páscoa por meio da oração, do jejum e da caridade.
• Participar da Santa Missa com atenção e gratidão.
• Recordar que o domingo é memorial da Páscoa.
• Avaliar se a penitência está conduzindo a uma conversão real.
• Buscar equilíbrio entre sacrifício e alegria pascal.
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Fonte: Catecismo da Igreja Católica/Código de Direito Canônico
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