Por João Antônio Johas Em Espiritualidade Atualizada em 30 MAI 2019 - 09H13

Joana d'Arc: mulher forte da Igreja


Stasia04/Shutterstock
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Joana d'Arc
é uma personagem muito conhecida da história da França. Às vezes bem vista, muitas outras malvista, podemos concordar que ela, pelo menos, é um sinal de contradição do meio em que viveu. Muitas vezes, sua história foi deturpada por causa de interesses políticos e, até hoje, pode ser difícil discernir o que realmente aconteceu naquela época. Mas, confiando na Igreja, que a canonizou mais de 300 anos depois de sua morte, podemos meditar sobre como Deus opera maravilhas por meio de suas frágeis criaturas.

Para conhecê-la um pouco melhor, podemos nos apoiar nas palavras de Bento XVI, em uma de suas audiências do ano 2011: “Joana nasce em Domremy, um pequeno povoado situado na fronteira entre a França e a região da Lorena. Os seus pais são camponeses abastados, conhecidos por todos como cristãos excelentes. Deles recebe uma boa educação religiosa, com uma notável influência da espiritualidade do Nome de Jesus, ensinada por São Bernardino de Sena e propagada na Europa pelos franciscanos. Ao Nome de Jesus, é sempre unido o Nome de Maria e, assim, por detrás da religiosidade popular, a espiritualidade de Joana é profundamente cristocêntrica e mariana. Desde a infância, ela demonstra uma grande caridade e compaixão pelos mais pobres, pelos doentes e por todos os que sofrem, no contexto dramático da guerra.

Apesar de ser uma simples camponesa, de um pequeno povoado, ela terá um papel protagonista na Guerra dos Cem Anos, na qual a França combate com os invasores Ingleses para retomar seu território. Os pormenores de toda a proeza são muito interessantes e neles podemos ver, uma e outra vez, a Santa respondendo ao chamado de Deus para que ela colabore na libertação do seu povo.

Assim acontece desde que escuta as vozes de São Miguel, até quando é injustamente condenada pela Inquisição e morta na fogueira. Suas respostas perante o Tribunal são lembradas por ser de uma sabedoria muito superior ao esperado por uma simples camponesa. Seu processo e condenação foi, 20 anos mais tarde, com o Papa Calisto III, considerado nulo e reabilitado. Foi o reconhecimento das irregularidades que se deram no processo.

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Santa Joana d´Arc é, muitas vezes, relembrada ao lado de Santa Catarina de Sena, por serem duas personalidades muito fortes que lutaram pela Igreja. Nas palavras de Bento XVI: “São, talvez, as figuras mais características daquelas 'mulheres fortes' que, no final da Idade Média, propagaram sem medo a grande luz do Evangelho nas complexas vicissitudes da história. Poderíamos compará-las com as santas mulheres que permaneceram no Calvário, perto de Jesus Crucificado e de Maria, sua Mãe, enquanto os Apóstolos fugiram e o próprio Pedro O tinha negado três vezes”.

Que o exemplo dessas mulheres leigas e consagradas virginalmente ao Senhor possa ajudar para que todos os fiéis tomem parte na única missão da Igreja. E que sua vida de fé e de oração seja também um alento para que todos nós busquemos colocar a nossa relação com Deus como o fundamental das nossas vidas.

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Escrito por
Irmão João Antônio Johas (Redação A12.com)
João Antônio Johas

Licenciando em Filosofia pela Universidade Católica de Petrópolis, Pós-graduando em Antropologia Cristã pela Universidade Católica San Pablo em Arequipa, Peru.

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