A Quaresma é tempo de oração, penitência, caridade e conversão. Neste período, cristãos católicos têm a tradição de praticar a penitência durante os 40 dias em que somos convidados a refletir o período em que Jesus passou no deserto.
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O tempo quaresmal começa na Quarta-feira de Cinzas, logo após o Carnaval, e mesmo que na teoria esta festa popular termine na terça-feira, nós sabemos que muitos eventos relacionados a esta data continuam acontecendo durante a Quaresma.
Diante desta realidade, surge o questionamento: “O católico pode participar de festas durante a Quaresma?”
O Missionário Redentorista, Pe. Ferdinando Mancílio, C.Ss.R., explica que é necessário que cada um de nós tenha consciência de nossas atitudes e daquilo que nos é pedido neste período.
“Entrando o período da Quaresma, a gente começa a ver também certas atitudes que vão se juntando a essa realidade do carnaval, como a “ressaca do carnaval”. Eu penso que a gente tem que tomar consciência de que a vida é uma festa, mas a vida também exige um pouco de penitência, de sacrifício e, como cristão, volto profundamente o meu sentimento e meu olhar para a dimensão cristã que é esse segmento de Jesus”.
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Ele ainda destaca os hábitos que o Evangelho nos ensina e nos pede para intensificar durante a Quaresma.
“Esse segmento de Jesus, na escuta da sua Palavra, na celebração da Eucaristia, e junto a isto, porque eu sou uma pessoa de fé, eu entro também, na prática do jejum, da oração, na prática da caridade, porque a caridade, digamos que é o melhor jejum e a melhor oração que eu posso fazer, porque é mandamento de Jesus: “amai-vos uns aos outros, porque eu vos amei" e porque a Campanha a Fraternidade nos deixa muito claro”.
Pe. Ferdinando explica que não existe problema o católico ter brincado o Carnaval, mas é preciso vivenciar de forma verdadeira e profunda a Quaresma.
“Voltar-se para o espírito cristão dentro da Quaresma é a gente dizer assim: bom, já me diverti o suficiente, agora eu preciso também fazer a outra experiência dessa recusa de tantas coisas. A Quaresma vem me convidar a voltar meu olhar para solidariedade junto daqueles que sofrem, junto daqueles que estão padecendo terrivelmente e não podem se alegrar, embora seja de direito deles também se alegrar numa realidade de fome, guerra, perseguição e injustiça”.
O Missionário Redentorista concluiu explicando que a Quaresma nos leva a aprofundar aqui e agora a realidade do batismo, pois temos junto de Jesus este fundamento.
“A consequência da vivência batismal é a ressurreição, o centro da nossa fé, portanto não podemos jogar só para ganhar, também temos que jogar para perder. Se é possível nos divertir, a diversão sadia, nada tem contra Deus e nem contra a fé, mas outra parte temos sim que ter um olhar e um coração abertos para a realidade de tantos outros que não podem nem sequer ter o que lhes é de direito, por tanto, sejamos solidários, sejamos irmãos, sejamos sinodais, para viver em comunhão”.
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