Espiritualidade

Rezemos pelos mortos

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Padre José Raimundo Vidigal, C.Ss.R.

Escrito por Pe. José Raimundo Vidigal, C.Ss.R.

05 NOV 2026 - 11H46 (Atualizada em 05 NOV 2026 - 12H03)

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O mês de novembro começa com o louvor à Igreja Triunfante, quando contemplamos nossos Irmãos, os Santos, na glória celeste e recordamos que ser santos é um ideal de todos nós. No dia seguinte, Finados, nosso pensamento se volta para a Igreja Padecente, e rezamos por aqueles que nos precederam com o sinal da fé e dormem o sono da paz.

Além de nossas preces pelos defuntos, fazemos a visita aos cemitérios, levando flores e revivendo recordações e saudades. Saudades, sim; tristeza, não. Pois o cristão vive a certeza da ressurreição e não pode “ficar triste como aqueles que não têm esperança” (1Ts 4,13). A própria palavra “cemitério”, que significa “dormitório”, exprime nossa fé na ressurreição final, que será um grande despertar para uma vida sem fim.

O que a Igreja Católica celebra na liturgia em novembro?

Horácio, poeta latino, afirmou em suas Odes: “Nem tudo em mim vai morrer”. Ele tinha a certeza de que, pelas obras que deixava, permaneceria vivo na memória do povo. Podemos dizer as mesmas palavras do poeta, e com pleno sentido. Nosso corpo voltará à terra de que foi feito, mas temos uma alma imortal, destinada a viver para sempre.

Ao ressuscitar Lázaro, Jesus proclamou: "Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, mesmo que morra, viverá; e aquele que vive e crê em mim, não morrerá para sempre". (Jo 11,25s). E, na última ceia, ele anunciou aos apóstolos: "Vou preparar-vos um lugar, para que, onde eu estiver, estejais vós também". (Jo 14,3). Para quem passou a vida buscando a Deus, o fim da vida terrena será o maravilhoso encontro de um filho com seu Pai.

Diz o Catecismo da Igreja Católica:

“Os que morrem na graça e amizade de Deus, mas ainda imperfeitamente purificados, têm, de fato, a certeza da sua salvação eterna; mas, após a morte, passam por uma purificação, de modo a alcançar a santidade necessária para entrar na alegria do céu. A Igreja dá o nome de Purgatório a esta purificação final dos eleitos” (n. 1030).

Graças à comunhão dos Santos, que une todos os membros da Igreja, podemos oferecer orações, Missas e sacrifícios em favor das almas do Purgatório.

Nas catacumbas romanas, onde se sepultavam os cristãos, encontram-se inúmeros testemunhos sobre as preces que se faziam pelos mortos. No ano 387, Santa Mônica, mãe de Santo Agostinho, pouco antes de morrer, pediu a seus filhos que rezassem por ela: “Ponde meu corpo em qualquer lugar; só vos peço que, no altar de Deus, vos lembreis de mim”.

A Bíblia também confirma o valor das orações pelos mortos: “É um pensamento santo e salutar orar pelos mortos para que sejam livres de seus pecados” (2Mc 14,45).

LEIA TAMBÉM: Por que rezamos pelos falecidos no Dia de Finados?

Escrito por:
Padre José Raimundo Vidigal, C.Ss.R.
Pe. José Raimundo Vidigal, C.Ss.R.

Missionário Redentorista, diplomado em Teologia e em Ciências Bíblicas por Universidades de Roma e de Jerusalém. É o tradutor da Bíblia de Aparecida.

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Por Redação A12, em Espiritualidade

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