Por João Antônio Johas Leão Em Espiritualidade Atualizada em 08 JUN 2018 - 18H26

São José de Anchieta, o Apóstolo do Brasil

São José de AnchietaQuando pensamos no Brasil do século XVI, com toda a sua exuberância natural, bem como com os primeiros anos do nosso período colonial, com seus altos e baixos, com a presença dos portugueses e dos missionários Jesuítas que vieram anunciar o Reino de Deus por essas terras e que deixaram nomes como o de São José de Anchieta, vem à mente as palavras do Profeta Isaías: “Como são belos sobre as montanhas os pés do mensageiro que anuncia a felicidade, que traz as boas novas e anuncia a libertação, que diz a Sião: Teu Deus reina”!

De fato, a presença desse santo em nossas terras é algo pelo qual precisamos, com cada vez mais convicção, dar glória e graças a Deus. Se bem esse momento inicial da colonização é visto algumas vezes com maus olhos por parte de alguns, devido a abusos que certamente se deram de algumas maneiras, entretanto, quando nos deparamos com documentos da época como, por exemplo, a carta de Pero Vaz de Caminha, nos damos conta do genuíno desejo de evangelização e dos sacrifícios reais feitos por amor a Deus e ao próximo de muitos missionários e, entre eles, São José de Anchieta com particular esmero.

Um fato que chama a atenção sobre a presença desse santo aqui no Brasil é o seu profundo desejo de entrar em relação de respeito com os índios. Diz-se que em três anos aprendeu o tupi tão bem que pôde inclusive escrever uma gramática que ainda pode ser encontrada facilmente em formato digital na internet. Sem querer desmerecer algum abuso que possa ter ocorrido, mas esse fato sempre me chamou atenção. Ninguém se dá ao trabalho de fazer uma gramática se não está genuinamente interessado em conhecer e dar a conhecer aquela cultura e aquele povo.

Mas essa gramática não foi a única produção literária de José de Anchieta. Pelo contrário, ele desenvolveu uma grande obra literária que visava, sobretudo, evangelizar a índios e a portugueses, porque nos dois grupos havia aqueles que relutavam em viver uma vida cristã digna de ser chamada como tal.

Além disso, é sabido que junto com o Padre Manuel da Nóbrega, José de Anchieta esteve presente e ajudou no processo de fundação das duas maiores cidades do Brasil, São Paulo e Rio de Janeiro. Atuou como pacificador, tanto do lado dos índios como dos portugueses. Ajudou a expulsar os franceses do território que hoje se encontra a cidade carioca e caminhou muito, não só pelo litoral, mas adentrando no território, conhecendo os povos locais e anunciando o reino de Deus. Por isso é conhecido como o Apóstolo do Brasil.

José de Anchieta
Quadro pintado pelo artista Benedito Calixto em 1920 retrata o jesuíta José de Anchieta
escrevendo o 'Poema à Virgem' enquanto era refém de indígenas no litoral brasileiro.

Somos realmente abençoados por poder contar com tal figura em nossa história. Ele que nasceu na Espanha, estudou em Portugal e ingressou na recém Companhia de Jesus mesmo tendo uma saúde frágil. Por essa mesma saúde frágil foi chamado ao Brasil, onde o clima prometia ser mais ameno com seu débil corpo. E realmente foi, dado que aqui pareceu bastante melhor e mais ativo. É uma pena que sua devoção não seja maior do que a que hoje podemos ver na Igreja brasileira, a começar pela minha própria devoção a esse santo, que se bem não é nativo, entregou toda sua vida em prol do avanço do reino de Deus em nosso país.

Que São José de Anchieta continue a interceder pela fé desse povo da Terra da Santa Cruz. Que essa nossa fé seja cada vez mais profunda e verdadeira, como a fé exemplificada pela vida do santo Apóstolo do Brasil.

Veja também: 

São José de Anchieta, o Apóstolo do Brasil

Hino Anchietano de autoria da Irmã Miria T. Kolling

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