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Por que é um risco improvisar nos encontros de catequese?

Mais que boa vontade, a catequese exige formação para evitar improvisos que, silenciosamente, prejudicam a transmissão da fé

Escrito por Giovana Marques

09 FEV 2026 - 13H45 (Atualizada em 09 FEV 2026 - 14H55)

Djavan Rodriguez/Adobe Stock

A catequese, a grosso modo, é o ensinamento dos mistérios da fé e da doutrina da Igreja Católica e, para atingir seu objetivo evangelizador e formar novos discípulos de Cristo, o catequista precisa de “qualificação e atualização”.

Segundo o Diretório Nacional de Catequese, no contexto histórico em que vivemos, com seus desafios e mudanças, a formação catequética dos homens e mulheres é “prioridade absoluta” (DGC, n.234). Por isso, a Igreja encoraja a “formação inicial e permanente dos catequistas”.

Qualquer atividade pastoral que não conte, para a sua realização, com pessoas realmente formadas e preparadas, coloca em risco a sua qualidade (DGC, n. 234; cf. CDC, nn. 773 a 780).

Pode ser evidente para todos a necessidade de conhecimento para o exercício da catequese nas paróquias. No entanto, é importante reforçar a exigência do estudo constante e alertar os agentes que vivem o ministério para os riscos do improviso na evangelização.

Catequista, o “guardião das memórias de Deus”

Em entrevista ao Portal A12, o catequista Guilherme Cadoiss, fundador da escola digital Santa Carona, recordou que essa missão por excelência é do Bispo, que por sua vez, encarrega os párocos e estes ainda, delegam também aos leigos o exercício de catequizar. E, como afirma o Diretório para a Catequese, a tarefa do catequista é ser o “guardião das memórias de Deus”.

“Ele não está ali, para poder ensinar o que ele acredita ser a fé católica ou qual a opinião dele sobre a fé católica, o objetivo do catequista é ensinar o que a Igreja ensina, do jeito que a Igreja ensina, disse Guilherme.

Uma missão que exige preparo e fidelidade

O Diretório ensina que a maior fonte de inspiração para os catequistas é o próprio Jesus. Quem faz o convite para experimentar a fé e então assumir o compromisso de transmiti-la é o nosso Senhor.

“É Ele mesmo que se apresenta como Mestre, Educador e Servidor: “Se eu, o Senhor e Mestre, vos laveis os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros” (Jo 13,14)”. (DNC, n. 253)

O chamado para a catequese que Jesus faz, afinal, não significa que o catequista deve estar isento de erros ou deve responder logo a todas as questões, mas sim que precisa aprender com o Mestre e caminhar amparado pela Igreja.

Embora seja um desafio aprofundar-se nas Sagradas Escrituras, no Catecismo, e nos demais documentos, para aqueles que compreenderam a importância de servir a Deus e a Sua Igreja, este caminho não é ignorado.

“O catequista precisa conhecer de fato o que a Igreja está falando, pois se ficarem faltando coisas, ele pode correr o risco de improvisar. E esses improvisos são o que matam a catequese por dentro. Por isso, não é apenas bom que o catequista saiba o que diz o Catecismo da Igreja, é fundamental, concluiu Guilherme.

Leia mais:

add_box Sou catequista, como saber se estou no caminho certo?

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