Na Quaresma, a Igreja nos convida à conversão, a chorar nossos pecados, causa dos padecimentos de Cristo em sua Paixão. Ter ante os olhos os sofrimentos Dele nos ajuda a sentir um profundo arrependimento de ter ofendido o Deus encarnado, que nos deixou a maior prova de amor morrendo por nós.
Por isso, os Santos diziam que “o Crucifixo é o grande livro”, a imagem mais forte para despertar nosso arrependimento e nossa gratidão. Com nossas penitências e mortificações, procuramos nos associar às dores do Salvador, para ressuscitar com Ele na Páscoa.
Revivendo o drama do Calvário, contemplamos aos pés da cruz a Mãe do Crucificado: “De pé a Mãe dolorosa, junto da cruz, lacrimosa, via Jesus que pendia”. São Boaventura disse que Maria não estava apenas junto da cruz, estava na própria cruz, crucificada junto com seu Filho. O que Jesus sentia no corpo, ela sentia na alma.
“Ó vós todos que passais pelo caminho, atendei e vede se há dor semelhante à minha dor” (Lm 1,12). A Mãe de Deus, junto ao Filho que morre na cruz, parece dirigir-nos essas palavras que a gente ouve cantar em procissões da Semana Santa. A compaixão que sentimos pelas dores de nossa Mãe nos faz abrir o coração a tantos sofredores que encontramos pelas estradas da vida.
Das sete dores de Maria, três aconteceram na infância de Jesus – profecia de Simeão, fuga para o Egito e perda do Menino por três dias em Jerusalém – e quatro no dia de sua morte: o caminho do Calvário, a Crucifixão, a descida da cruz e o sepultamento.
Nosso povo tem uma viva devoção às dores de Maria. Como testemunho, aí estão os numerosos distritos e cidades que têm nomes compostos com as palavras Dores ou Piedade. O Estado de Minas Gerais tem como padroeira Nossa Senhora da Piedade, cujo santuário fica perto da Capital, no alto de uma linda serra.
A Igreja tem uma data especial para recordar os sofrimentos de Maria, porque tiveram o mérito de colaborar na salvação do mundo: é o dia 15 de setembro, logo após a festa da Exaltação da Santa Cruz, que é no dia 14, dando a entender como Mãe e Filho estão intimamente ligados na obra da Redenção.
No Ofício Divino do dia 15/09, a Igreja nos faz rezar, nas diversas horas litúrgicas, trechos do famoso poema Stabat Mater Dolorosa, atribuído ao franciscano Jacopone da Todi, do século XIII:
Ó Santa Mãe, por favor,
faze que as chagas do amor
em mim se venham gravar.
Oh! Dá-me enquanto viver
com Jesus Cristo sofrer,
contigo sempre chorar.
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