Você já ouviu falar sobre os livros e filmes da série “As Crônicas de Nárnia”? A história escrita por C.S Lewis discorre sobre os irmãos Pedro, Susana, Edmundo e Lúcia, que atravessam um guarda-roupa e descobrem um novo mundo onde vivem inúmeras aventuras.
Na narrativa há fundamentação cristã, mas o que quase ninguém sabe é que a personagem Lúcia foi inspirada em uma beata italiana, chamada Lúcia Brocadelli de Narni, celebrada pela Igreja neste dia 16 de novembro. Leia MaisBeata Pauline Jaricot, exemplo de uma vida de missão e oraçãoCearense Benigna Cardoso se torna beata e símbolo da luta contra a violência à mulher
Além do nome da caçula entre os quatro irmãos, Lewis utilizou o nome da cidade em que ela viveu como título para as suas crônicas. Nárnia vem do latim Narni, e está localizada entre os municípios de Assis e Roma, na Itália.
Conta-se que, da mesma forma que Lúcia de Nárnia depositava toda a sua confiança em Aslam, o leão que representa Jesus Cristo na história, a Beata Lúcia tinha em seu coração uma fé muito forte, perseverou até o fim diante das dificuldades e adversidades apresentadas pela vida.
Beata Lúcia Brocadelli
A beata Lúcia era de origem nobre e nasceu no final do século XV, em Narni. Ainda pequena, era dedicada à oração e gostava de decorar altares. Nessa época, teve visões de Nossa Senhora e de São Domingos.
Sempre quis entrar para o convento e se tornar uma freira dominicana. No entanto, após a morte seu pai, o tio arranjou-lhe um casamento. Seu noivo, o conde Pietro de Milan, aceitou que ela mantivesse seu voto de castidade.

Lúcia dedicou-se ainda a servir os pobres e entregava pão para eles. Mesmo com suas responsabilidades de condessa manteve uma vida de constante oração e penitência. Seu marido, incomodado com o estilo de vida que gostava, passou a humilhá-la.
Tempos depois, Lúcia entrou para Ordem Terceira dos Dominicanos e viveu experiências místicas. Possuía em seu corpo estigmas, ou seja, as chagas de Cristo, como os santos Padre Pio e Francisco. Anos depois, seu marido também ingressou na Ordem Franciscana.
Ela faleceu no dia 15 de novembro de 1544, aos 60 anos, com a saúde debilitada e foi beatificada pelo Papa Clemente XI, no ano de 1710.
Fonte: ACI
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