Todo cristão é chamado a reconhecer suas faltas e a retomar o caminho de comunhão com Deus. Uma das formas oferecidas pela Igreja para esse encontro com a misericórdia divina é o Sacramento da Penitência e da Reconciliação, também conhecido como Confissão.
Por isso, o segundo mandamento da Lei da Igreja orienta o fiel a:
“Confessar-se ao menos uma vez por ano.”
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O mandamento estabelece um mínimo necessário para a vida cristã. Todo fiel que já alcançou o uso da razão deve confessar os pecados graves ao menos uma vez por ano. Isso não significa, porém, que a Confissão deva ser procurada apenas anualmente.
A Igreja recomenda a Confissão frequente, inclusive dos pecados veniais, porque esse sacramento ajuda o cristão a formar a consciência, combater as más inclinações e crescer na amizade com Deus.
Iluminados pela fé recebida no Batismo, reconhecemos que o pecado enfraquece ou rompe nossa comunhão com Deus. Na Confissão, encontramos um caminho de conversão, reconciliação e recomeço, recebendo pela absolvição sacramental a graça do perdão.
“O ser humano reconhece que, com as suas fraquezas, limitações e omissões, se afasta do projeto de Deus. Por isso vem ao encontro do Sacramento da Penitência ou da Confissão, que é o reconhecimento da misericórdia de Deus, que conhece o nosso coração e a nossa vontade de acertar”, afirmou o missionário redentorista, padre Inácio Medeiros, C.Ss.R.
Ao procurar a Confissão, o fiel não se coloca apenas diante de um sacerdote, mas diante do próprio Cristo, que acolhe, perdoa e reconduz o pecador à comunhão com a Igreja. O sacerdote age em nome de Jesus e da comunidade cristã, oferecendo orientação e concedendo a absolvição.
O sacramento recebe diferentes nomes porque cada um deles destaca uma dimensão de sua graça. É chamado de Penitência, por expressar o caminho de conversão; de Confissão, porque o fiel reconhece seus pecados; e de Reconciliação, porque restabelece a amizade com Deus e com a Igreja.
Para receber o sacramento com sinceridade, é necessário reconhecer os próprios pecados, arrepender-se, confessá-los ao sacerdote e assumir o propósito de mudança. Também faz parte desse caminho o cumprimento da penitência indicada, como sinal concreto de conversão e reparação.
A preparação pode começar com uma oração ao Espírito Santo e um exame de consciência. Nesse momento, o fiel recorda suas atitudes, palavras, pensamentos e omissões, observando como tem vivido sua relação com Deus, com o próximo e consigo mesmo.
Também é importante aproximar-se do sacramento com arrependimento verdadeiro e desejo de mudança. A Confissão não exige discursos elaborados: basta apresentar os pecados com clareza, sinceridade e confiança na misericórdia de Deus.
Quem tem consciência de ter cometido um pecado grave deve procurar a Confissão antes de receber a Comunhão. Já a confissão dos pecados veniais, embora não seja estritamente obrigatória, é recomendada pela Igreja como auxílio para o crescimento espiritual.
A Confissão pode ser procurada nas paróquias, comunidades e santuários, conforme os horários disponibilizados para o atendimento dos fiéis. Também é possível solicitar ao sacerdote um momento adequado para receber o sacramento.
No Santuário Nacional, os fiéis podem receber o Sacramento da Reconciliação nos diversos horários disponíveis ao longo do dia. Nos finais de semana, quando aumenta o número de peregrinos na Casa da Mãe Aparecida, também há atendimento para aqueles que desejam se reconciliar com Deus por meio da Confissão.
Confessar-se não é apenas recordar os próprios erros, mas permitir que a misericórdia de Deus cure as feridas do pecado e fortaleça o cristão para recomeçar sua caminhada de fé.
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Fonte: CIC
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