Por Redação A12 Em Igreja

Enquanto passam pela Via Dutra, romeiros partilham histórias de fé e solidariedade

Uma filha prematura curada de complicações sérias de saúde, um atropelamento sem trauma ou ferimentos, a cura de problemas sérios de garganta, o pedido para se livrar do vício das drogas e do álcool, a solidariedade ou a pura e simples gratidão. Esses são apenas alguns exemplos de histórias trazidas por anônimos das mais diversas localidades, que vêm em Romaria, beirando às margens da Rodovia Presidente Dutra.

Eles trazem no rosto não só o cansaço, pois o entusiasmo e a fé na Mãe Aparecida são mais fortes do que qualquer limitação física e humana. O Portal A12 ouviu seis partilhas desses romeiros. Elas foram verdadeiros presentes.

Leandro e a filha prematura curada

Fotos: Eduardo Gois

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É sentado devido ao extremo cansaço e dor nos pés que o trabalhador autônomo e pai de três filhos, Leandro Oliveira de Melo, conta a sua história para equipe de reportagem do Portal A12.

Após percorrer mais de 150 Km de Guarulhos (SP) até Aparecida (SP), ele afirma que não foi fácil a caminhada. Partiu da sua casa com um amigo, mas teve de concluir a romaria sozinho. “Meu amigo não aguentou a dor nos joelhos, então tive de seguir sem ele, de Guararema (SP) até aqui.”

O que motivou Leandro foi a cura de uma complicação intestinal séria, de sua filha mais nova, que nasceu prematura de sete meses e passou 101 dias na UTI. “Diante da incubadora sempre pedi para Nossa Senhora Aparecida passar na frente e resolver essa situação”, emociona-se.

Mesmo com os pés repletos de bolhas estouradas, Leandro cativa por sua simpatia e o sorriso no rosto. “Tenho certeza que vou chorar pelo sentimento de missão cumprida. É uma conquista ter chegado até aqui”.

‘Seu Fagundes’ vem só para agradecer: um amor partilhado entre a Mãe do Céu e a mãe da Terra

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É pela terceira vez que o aposentado de 60 anos, ‘Seu Fagundes’, vem de Caraguatatuba (SP) para pedir coisa alguma, nem mesmo pagar por uma promessa atendida. Ele vem pelo simples fato de ser grato e amar a Nossa Senhora. “Dessa vez trago uma pessoa muito especial em meu peito, minha mãe. Prometi a ela, que tem 87 anos e não pode fazer uma romaria, que enquanto for vivo trarei uma foto dela comigo”.

Maria Aparecida e um atropelamento sem ferimentos

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Maria Aparecida, Micheli e Othon, são mãe, filha e genro. Eles partiram de Mogi das Cruzes (SP), numa jornada que dura três dias. “Um dia eu voltava do trabalho e senti um empurrão forte pelas costas. Um caminhão me atropelou, mas tive somente as roupas sujas pelo barro. Um rapaz que presenciou o acontecimento, me disse que eu nasci novamente naquele momento. Desde então, sinto a presença de Nossa Senhora Aparecida em tudo o que faço na minha vida. Das coisas mais simples até nas mais difíceis.”

Antônio Marcos tem a certeza de que se livrará do vício

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“Vou deixar no balcão da Sala das Promessas, o meu nome e esse cabo de vassoura que uso como bengala pra poder concluir a romaria”, diz, Antônio Marcos vindo de São José dos Campos (SP). Ele quer a cura do vício do álcool e das drogas.

Marcos Antônio sofria com problemas de garganta

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É com a companhia e a boa-vontade do amigo Raymundo Araújo dos Santos, que o comerciante Marcos Antônio de Araújo (à direita) parte de São Paulo (SP), numa jornada de quatro dias. “Não fiz promessa, vim pela amizade”, diz Raymundo. 

A sintonia dos dois amigos contribuiu para facilitar o trajeto, pois Marcos por alguns momentos travou e não conseguiu mais andar. “Se não tiver fé, não vem. Mas pedi a Ela pra continuar”, partilha Marcos.

A Romaria daqueles que vêm ajudar na caminhada

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Silvana de Moraes saiu de Guarulhos (SP), numa comitiva de alguns carros e um grupo de amigos. Ela conta que após ter passado alguns perrengues em uma Romaria que veio a pé, resolveu cumprir um papel diferente. “Muitos querem cumprir não só a devoção, mas ajudar com água, alimentos, medicamentos e até com a segurança. “Se alguém precisar de algo, passar mal, nós vamos adotando pelo caminho, não importa quem seja, não temos pressa. O que importa é a fé e a disposição”.

O grupo de Silvana programou cinco paradas pelo caminho para oferecer ajuda a quem vem a pé.

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