Por Redação A12 Em Igreja Atualizada em 09 MAR 2020 - 09H36

Sínodos: Comunhão e renovação

Terminou em Roma, neste domingo, 19 de outubro, o Sínodo Extraordinário sobre a Família, convocado pelo Papa Francisco. Desde a sua instituição por Paulo VI, foram diversos os sínodos já realizados.

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Vale a pena distinguir um pouco sua maneira de acontecer, pois já foram realizados sínodos com um tema amplo, que interessa a toda a Igreja e que, por isso, levam o nome de “sínodos gerais”.

Foram realizados também “sínodos continentais”, reunindo especificamente bispos de um determinado continente.

Isto aconteceu, sobretudo, em vista da preparação do jubileu dos dois mil anos, quando foram realizados, em sequência, os sínodos da África, da América, da Ásia, da Oceania, e finalmente da Europa, onde já tinha acontecido um “sínodo europeu” para analisar as consequências para a Igreja das mudanças ocorridas na Europa Oriental, a partir de 1989.

Foram realizados também outros sínodos, chamados “especiais”, como por exemplo, o Sínodo de 1985, para comemorar os vinte anos da conclusão do Concílio Vaticano II, ou o Sínodo para a Igreja da Holanda, logo depois do Concílio, e o Sínodo para a Igreja no Líbano.

Para Paulo VI, um sínodo quer garantir um renovado clima de comunhão

Em meio a esta diversidade de sínodos, é importante perceber a inspiração básica que levou o Papa Paulo VI a criar esta nova modalidade de assembleia ou de reunião, congregando bispos das diversas partes do mundo para refletirem um tema de interesse da Igreja junto com o Papa.

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Esta inspiração básica está ligada à finalidade do próprio Concílio. Foi em vista da rica experiência do Concílio que Paulo VI quis garantir que este clima de comunhão se renovasse de vez em quando. Esta intenção inspirou o Papa a criar o estatuto dos “sínodos”.

Isto nos ajuda a compreender uma dimensão fundamental da Igreja de Cristo. Ela é um mistério de comunhão. Ela precisa, de vez em quando, voltar a se reunir. Quando reunida, em oração e reflexão, o Espírito de Cristo pode atuar melhor, e proporcionar à Igreja a segurança dos caminhos a seguir.

A dimensão conciliar faz parte da natureza da Igreja de Cristo. Os sínodos nasceram desta convicção, que Paulo VI plasmou no estatuto dos sínodos, que podem receber outras modalidades de realização.

Dom Demétrio Valentini
Bispo de Jales (SP)

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