Por Marília Ribeiro Em Igreja Atualizada em 26 FEV 2018 - 11H58

Trabalhar em pastorais da Igreja é assumir com alegria a missão de servir

Pastoral

“Amar e servir com alegria”, esse deve ser o sentimento de todas as pessoas que aceitam contribuir com seus dons para as mais diversas pastorais da Igreja católica que buscam através de suas ações, atenderem determinadas situações em uma realidade específica, tendo como foco principal difundir os ensinamentos deixados por Jesus nos evangelhos. A afirmação foi feita pelo padre Geraldo de Paula, Missionário Redentorista que trabalhou no serviço Pastoral do Santuário Nacional de Aparecida (SP).

::Como os leigos podem continuar a missão de Jesus?::

Padre Geraldo ressalta que neste trabalho é necessário “o sentimento de pertença a uma Igreja fundada por Jesus Cristo e continuada pelos apóstolos, e o sentimento de estar realizando o que o mestre nos ensinou. Como membros desse corpo, que é Igreja, que tem Cristo como cabeça, os leigos assumem com alegria as pastorais, de acordo com os seus dons e com as necessidades da comunidade”.

 

O trabalho pastoral é realizado nas igrejas de forma voluntária e é orientado pelas exigências do serviço, diálogo e anúncio da Palavra de Deus. São pequenos gestos cotidianos ou projetos de promoção humana que buscam defender a vida, promover a paz e alicerçar a sociedade na justiça. As pastorais da Igreja que lidam com a sociedade explicitamente são as pastorais sociais, como a Pastoral da Terra, da Criança, da Saúde, Pastoral Operária, da Mulher, dos Sem Tetos, da Moradia, do Menor e outras que interferem diretamente na vida social das pessoas.

Pastoral da Criança
Pastoral da Criança
Voluntários a Pastoral da Criança visitam famílias mensalmente.


A Assistente Social Kátia Helena de Andrade participa a 30 anos de pastorais. Para ela, “ser membro de uma pastoral é ser obediente ao chamado de Deus, e com isso contribuir para a mudança na sua comunidade e estar mais próxima das pessoas, na ajuda mútua, compreensão das necessidades e espírito de equipe”.  Kátia trabalhou na Pastoral da Juventude e atualmente faz parte da Pastoral da Catequese.

Michele Filomena dos Santos Cursino, dona de casa, em 15 anos participou das Pastorais da Acolhida, Catequese, Música e Liturgia sempre buscando crescer na fé e ocupar o tempo com coisas boas. Michele afirma que o objetivo da participação pastoral é fazer com que Deus chegue aos corações das pessoas.

A maior motivação que o trabalho pastoral busca oferecer para as pessoas que estão envolvidas “é sentir que Deus quer precisar de cada um dos seus filhos para que o seu Plano de Amor e Justiça aconteça no meio da nossa sociedade. Sendo assim, podemos ser canais das bênçãos de Deus para as pessoas, principalmente para aqueles que mais precisam, os pobres e necessitados” explica Padre Geraldo.

 

O Papa Francisco, em sua primeira Exortação Apostólica, refere-se às pastorais dizendo que é enorme a contribuição da Igreja no mundo atual e completa: “Agradeço o belo exemplo que me dão tantos cristãos que oferecem a sua vida e o seu tempo com alegria. Este testemunho faz-me muito bem e me apoia na minha aspiração pessoal de superar o egoísmo para uma dedicação maior”.

Qualquer pessoa pode participar de uma pastoral dentro da sua igreja; basta verificar as diversas pastorais da comunidade em que atua, e perceber qual ou quais os dons que tem e colocá-los a serviço das pessoas da comunidade. E por outro lado, é necessário também, estar atento às necessidades da comunidade e "é preciso colocar-se a disposição para o serviço do bem comum", conclui Padre Geraldo de Paula.

 

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