Já se passaram 14 anos da Conferência de Aparecida. Como sabemos, foi a quinta Conferência dos Bispos da América Latina e do Caribe. As Conferências anteriores aconteceram no Rio de Janeiro, em Medellín, em Puebla e em Santo Domingo.
Por vontade do Papa Francisco, não haverá agora a Sexta Conferência, mas a Assembleia Episcopal da América Latina e do Caribe, no México, junto ao Santuário de Nossa Senhora de Guadalupe. Segundo o Papa Francisco, ainda precisamos conhecer, aplicar e praticar as riquezas pastorais do Documento de Aparecida. Portanto, somos incentivados a revisitar e atualizar as inspirações e orientações do referido Documento.
O Pontificado do Papa Francisco está visceralmente ligado à Conferência de Aparecida. Assim, um dos objetivos da Assembleia Eclesial da América Latina e do Caribe consiste em reassumir tanto o Concílio Vaticano II como o Documento de Aparecida.

Vamos agora refletir sobre a Assembleia que acontecerá no Santuário de Guadalupe, no México, de 21 a 28 de novembro de 2021.
Tema geral: “Somos todos Discípulos Missionários em saída”. São três os eixos da Assembleia: a) a vida dos nossos povos; b) o encontro vivo e decisivo com Jesus Cristo; c) a conversão pessoal, comunitária, pastoral e social. Isto tudo deve acontecer à luz da Conferência de Aparecida, à luz dos sinais dos tempos e à luz do Pontificado do Papa Francisco.
Ele quer a participação de todas as forças evangelizadoras do Povo de Deus. Por isso, a primeira etapa será a “Etapa da Escuta”. O povo, os grupos, as pastorais, os movimentos, os sacerdotes, as religiosas, receberão algumas perguntas para oportunizar a participação do maior número possível de pessoas. É o tempo de escuta. As dioceses e paróquias irão informar a metodologia dos trabalhos.
Leia Mais'Sinodalidade' será tema do Sínodo dos Bispos em 2022 Precisamos caminhar juntos. Cada contribuição será bem-vinda. Caminhar juntos significa viver a sinodalidade. Sínodo quer dizer: caminhar juntos. É assim que vamos superar divisões, discórdias, ataques, polarizações, sectarismos, ideologias.
Sinodalidade é a comunhão, a unidade, a fraternidade na Igreja Corpo de Cristo: “Um só corpo, um só Espírito, um só coração, uma só alma”. Desta maneira, fortaleceremos a Igreja da Trindade, Povo de Deus, portanto, unidade na diversidade. No mundo, somos um “imenso nós”, diz o Papa Francisco, ou seja, somos uma família. "Vamos formar um time com o Espírito Santo", arremata o Papa.
A Assembleia Eclesial no México já é um caminho de preparação para o Sínodo de 2023, em Roma, sobre “Igreja e Sinodalidade”. É bom lembrar que a sinodalidade, o caminhar juntos visa superar o fechamento, o individualismo, o perigo de um cisma na Igreja, o tradicionalismo de grupos fechados, as ideologias, os magistérios paralelos com rejeição ao Concílio Vaticano II, ao Papa Francisco, à CNBB.
Num outro artigo, continuaremos refletindo sobre a Assembleia Eclesial. Rezemos nas intenções deste grande evento no México. Eis o que nos diz Nossa Senhora de Guadalupe a Juan Diego: “Tu és o menor dos meus servos, mas és meu embaixador”.
Sejamos embaixadores da sinodalidade!
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