Na reflexão deste 4° Domingo de Páscoa, o missionário redentorista, Pe. Guilherme Viana, C.Ss.R., destaca o Domingo do Bom Pastor. Uma realidade presente em nosso cotidiano relacionando a imagem da ovelha e do rebanho para se referir ao povo de Deus. De acordo com o padre, existe um motivo mais profundo, pois a ovelha possui características muito semelhantes a nós.
Adentramos no 4° Domingo do Tempo Pascal, período litúrgico que vai até o Domingo de Pentecostes. Nesta celebração solene, o Evangelho de João (10,1-10), refletido pelo Sacerdote, relata Jesus que se apresenta como a porta e o pastor das ovelhas.
Ele não é apenas alguém que mostra o caminho, mas o próprio caminho seguro que conduz à vida. Ao dizer que quem não entra pela porta é ladrão, Jesus nos alerta sobre tantas vozes e caminhos que prometem a felicidade, mas afastam da verdade.
Segundo a reflexão do Padre Guilherme, o pastor verdadeiro conhece suas ovelhas pelo nome, e isso revela um Deus que se torna próximo, que não nos vê como multidão, mas de forma pessoal. Ele chama, guia e caminha à frente, convidando-nos a segui-lo livremente.
Assim, quando Jesus afirma: “Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância”, Ele nos mostra que a fé não é prisão, mas é se entregar por inteiro. Segui-lo não é perder, mas ganhar sentido, direção e paz.
Diante disso, somos chamados a refletir: qual voz estamos escutando? Temos reconhecido a voz do Pastor em meio a tantos ruídos do mundo? Entrar pela porta que é Cristo significa confiar, seguir e permitir que Ele conduza nossa vida.
Como celebrar a mensagem desse Evangelho em nossa vida?
O sacerdote revela que as ovelhas são animais extremamente dependentes, não têm garras nem presas, são indefesas e, por isso, não conseguem lutar contra os predadores:
“Suas patas são curtas e carregam o peso da lã, por isso não conseguem correr rapidamente e assim fugir do perigo. Sua visão e o seu olfato são limitados e isso dificulta encontrar alimento e perceber o perigo à distância. São animais distraídos, mesmo andando em grupo se perdem facilmente e não conseguem voltar sozinhas”, relata.
Por isso, elas dependem do pastor, que deve caminhar à frente com o seu cajado para espantar os predadores, guiá-las e proteger o rebanho, conduzindo-o a boas pastagens e água fresca.
Outro ponto que o padre traz em sua reflexão é sobre nossa fragilidade, pois somos limitados, indefesos e até um pouco perdidos:
“Necessitamos de um pastor que nos conduza, nos proteja, nos oriente, que nos busque. Sem o pastor, a ovelha se perde; sem Cristo, nós também estamos perdidos”, disse.
Sendo assim, Jesus é o Bom Pastor que dá a vida por suas ovelhas, que conhece cada ovelha e as chama pelo nome, que caminha à frente para conduzi-las até as melhores pastagens.
Que esta certeza da confiança em nosso Pastor, Jesus, nos mantenha sempre perto, pois com Ele temos a vida e vida em abundância.
Até o próximo Domingo com o Senhor!
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