Santo Padre

“É um jogo de equipe”: Papa responde menino sobre futebol

Uma pergunta simples de um menino catalão levou o Papa Leão XIV a falar sobre futebol, vocação, perdão e valores em sua viagem apostólica em Barcelona

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Escrito por Redação A12

10 JUN 2026 - 15H07 (Atualizada em 10 JUN 2026 - 16H43)

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Se a Copa do Mundo já começa a movimentar torcedores ao redor do planeta, uma fala do Papa Leão XIV em Barcelona mostrou que o futebol também pode ensinar lições sobre fé, amizade e solidariedade.

Durante um encontro com instituições de caridade da Arquidiocese de Barcelona, realizado na Igreja de Igreja de Santo Agostinho, o Pontífice respondeu às perguntas de Renzo, um menino de apenas 6 anos. Entre temas como sofrimento, perdão e solidão dos idosos, foi o futebol que arrancou sorrisos e rendeu uma das reflexões mais marcantes do encontro.

Papa relembra paixão pelo futebol

Ao ser questionado se gosta de futebol, Leão XIV voltou à própria infância e juventude. O Papa contou que praticava tanto futebol quanto futebol americano e lembrou que costumava jogar na defesa. Mais tarde, já no seminário, chegou a atuar também no ataque. A conversa, porém, rapidamente foi além das quatro linhas.

Para o Santo Padre, o esporte oferece ensinamentos que ajudam a formar o caráter e fortalecem a convivência humana. Além de contribuir para o equilíbrio entre corpo, mente e espírito, o futebol mostra a importância de caminhar junto dos outros.

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Foi nesse contexto que surgiu uma comparação que dialoga diretamente com o que se espera de uma Copa do Mundo.

"O futebol também nos ajuda a recordar algo muito importante: é um jogo de equipe e é preciso aprender a viver dessa forma. Quem pensa que pode ser uma estrela, mas nunca passa a bola, deixando os outros fora do jogo, provavelmente vai perder. Por isso, também para nós, é importante pensar que estamos em uma equipe. Quero reconhecer e felicitar todos pelo trabalho que realizam aqui."

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O menino que nunca sonhou em ser Papa

Renzo também quis saber se o atual Sucessor de Pedro desejava ser Papa quando era criança. A resposta você confere abaixo:

Leão XIV explicou que sua vocação foi sendo descoberta ao longo dos anos, à medida que percebia o chamado de Cristo para o sacerdócio e para a vida na Ordem de Santo Agostinho.

Ao responder ao menino, o Papa ampliou a reflexão para todas as crianças e jovens, recordando que cada pessoa faz parte do plano de Deus.

"Mais importante do que nos perguntarmos se seremos sacerdotes, médicos, professores, pais de família ou qualquer outra coisa, é importante perguntarmo-nos se queremos ser amigos de Jesus. Porque a amizade com Jesus nos dá alegria, torna-nos livres e ajuda-nos a ver, pouco a pouco, a vocação e o caminho que Deus pensou para cada um."

Um alerta sobre os idosos

Entre as perguntas apresentadas por Renzo estava também a situação dos avós que vivem sozinhosLeão XIV recordou que Deus nunca abandona os seus filhos e destacou a responsabilidade das famílias e da sociedade no cuidado com os idosos. "Não permitamos que a solidão e o abandono se normalizem na vida dos idosos. Isso é muito triste."

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O que significa perdoar?

Outro assunto abordado foi o perdão. O Papa explicou que perdoar não significa aprovar uma injustiça nem fingir que nada aconteceu. Trata-se de impedir que o ressentimento domine o coração.

"Perdoar não significa dizer que o mal esteve certo nem deixar que alguém continue a fazer o mal. Não significa esquecer à força, como se nada tivesse acontecido. Perdoar significa não deixar que o ódio se torne o dono do nosso coração. Jesus pede-nos que perdoemos porque é a única maneira de experimentar a paz de Deus e de curar feridas espirituais. Quando perdoamos, imitamos o exemplo de Jesus, que perdoou aos que o crucificavam. A nossa disposição para perdoar é condição para o perdão que recebemos de Deus."

Caridade: a marca do cristão

Ao encerrar o encontro, Leão XIV destacou que a caridade continua sendo uma das características mais importantes do cristão.

Segundo o Pontífice, cada comunidade é chamada a aproximar-se dos mais frágeis, especialmente em uma época em que desigualdades e o enfraquecimento da percepção da dignidade humana estão cada vez mais fortes.

"O cristão, além de bondoso e amável, há de ser compassivo, amar desinteressadamente e procurar o bem dos outros, sabendo que em cada irmão e irmã que sofre é o próprio Senhor quem pede e recebe, quem é acolhido ou rejeitado, amado ou desprezado".

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Fonte: Vatican News

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