No 5º Domingo da Quaresma, o Evangelho de João 11, 1-45 convida-nos a refletir sobre a ressurreição de Lázaro, amigo de Jesus de Betânia. No silêncio causado pela morte, Nosso Senhor nos ensina a perceber sua presença também quando a dor nos visita. Neste episódio bíblico, Ele faz sua a nossa dor pela perda de entes queridos.
Na série Domingo com o Senhor, o missionário redentorista, Pe. Guilherme Viana, C.Ss.R., fala de uma indagação que muitos de nós já tivemos em algum momento da vida, especialmente quando o sofrimento bate à porta: “Onde está Deus?”. Embora esse episódio do Evangelho seja sensível e triste, sua mensagem é profunda e cheia de esperança.
Em sua reflexão, Pe. Guilherme ressalta uma das frases mais impressionantes do texto: “E Jesus chorou”. Diante da dor, Deus não é indiferente e permanece próximo. O sacerdote ainda completa: “Em Jesus, Deus entra na história humana e participa de nossos sofrimentos para redimi-los”.
Ainda nesta leitura, não pode passar despercebida outra fala de Jesus que dá sentido à nossa existência: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá”. Quando Marta, uma das irmãs de Lázaro, diz ao Mestre: “Se tivesses estado aqui”, vemos a fé dela e de sua família em Cristo.
“E a resposta de Deus não é um discurso; a resposta de Deus ao problema da morte é Jesus: ‘Eu sou a Ressurreição e a Vida... Tende fé! No meio do choro, continuai a ter fé, mesmo que a morte pareça ter vencido’.” (Papa Francisco, Angelus de 29 de março de 2020)
Segundo o padre, neste 5º Domingo da Quaresma, recordamos que Deus está na Cruz, “carregando em seu próprio corpo as dores do mundo”. E, assim como Ele ordenou: “Lázaro, vem para fora”, podemos acolher também esse chamado para sairmos da desesperança que a morte nos causa. “Ele tem poder de trazer vida onde parecia haver apenas morte”, acrescentou.
“Por isso, neste último domingo da Quaresma, renovemos a nossa esperança. Cristo não veio apenas explicar o sofrimento humano; Ele veio entrar nele e vencê-lo”, concluiu.
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