A última semana da Quaresma, ou seja, a 5ª Semana da Quaresma, também recebe o nome de “Semana das Dores”. Esse período antecede a Semana Santa e convida os fiéis a contemplarem o sofrimento de Nossa Senhora à luz da Paixão de Cristo.
A tradição espiritual da Igreja dedica esses dias à memória das dores de Maria. Do quinto domingo da Quaresma até o sábado antes do Domingo de Ramos, os católicos meditam as chamadas Sete Dores. Cada uma delas recorda momentos marcantes da vida de Jesus e de sua mãe, unidos pelo sofrimento e pela esperança.
Segundo o Pe. Pablo Vinícius, C.Ss.R., “essa semana nos coloca diante da dor de uma mãe que permanece fiel. Maria não abandona, não recua, mas segue firme, mesmo quando tudo parece perdido”.
A liturgia também reflete esse clima. Nesse período, a Igreja já utiliza textos próprios da Paixão do Senhor. O prefácio da Missa ressalta o mistério do sacrifício de Cristo, antecipando o centro da Paixão de Cristo.
A presença de Maria aos pés da Cruz é um dos pontos centrais dessa meditação. Como recorda o Evangelho de São João (cf. Jo 19,25), Ela permanece junto ao Filho até o fim. O Catecismo da Igreja Católica ensina que Maria cooperou de modo singular na obra da salvação, unindo-se ao sacrifício de Jesus com fé e obediência (cf. CIC 618).
Em explicação sobre o tema, o Pe. Pablo reforça: “Maria sofre com amor e paciência. Ela ensina que a dor, quando vivida com Deus, não é o fim, mas caminho de redenção”.
A devoção à Nossa Senhora das Dores tem raízes antigas na Igreja. O Missal Romano e a tradição devocional destacam essa espiritualidade como preparação para a Semana Santa. O fiel é chamado a caminhar com Maria e a contemplar o mistério da Cruz com profundidade.
É proposto para esse momento da Semana das Dores a renovação da fé, ou seja, a conversão. É tempo de permanecer com Cristo. É tempo de aprender com Maria.
“Que essa semana nos ajude a permanecer firmes. Cristo não desiste de nós. Ele nos ama com amor eterno”, conclui o missionário redentorista.
Ao viver esses dias, a Igreja sugere a cada fiel a olhar para a dor com esperança. Com Maria, o sofrimento ganha sentido e aponta para a vida nova que brota da Ressurreição.
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