O Papa Leão XIV recebeu em mãos um pedido especial de presos brasileiros. Por meio de três cartas, 58 detentos do Presídio Regional de Xanxerê (SC) escreveram mensagens destinadas ao Pontífice, expressando a esperança de que Leão dê continuidade ao legado do Papa Francisco – falecido em 21 de abril deste ano.
A mensagem dos brasileiros privados de liberdade clama que o Papa siga “pregando a paz e levando luz onde há escuridão, especialmente entre presidiários e marginalizados.”.
As cartas dos detentos foram entregues pelo arcebispo de Chapecó, Dom Odelir José Magri, que teve uma audiência exclusiva com Leão XIV no Vaticano, no último dia 1º de julho.
Ele também presentou o Santo Padre com o livro “Leitura e Cárcere: (entre) linhas e grades, o leitor preso e a remição da pena”, de Rossaly Beatriz Chioquetta Lorenset, professora e pesquisadora da Universidade do Oeste de Santa Catarina.
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O título do livro tem ligação direta com o conteúdo das cartas dos detentos enviadas ao Papa, abordando a importância da leitura no ambiente prisional e do papel da Pastoral Carcerária.
O livro é fruto do trabalho de Rossely em seu doutorado, em que aborda a vivência de cinco anos que teve com presos em um projeto de extensão de leitura que ela coordenou, ligado ao curso de Direito da UNOESC.
Para a autora, os livros são uma importante ferramenta na ressocialização e humanização no ambiente prisional. Sobre o fato de seu livro ter sido entregue em mãos ao Papa Leão XIV, ela celebrou: “Palavras são insuficientes para expressar a emoção desta bênção. Para o livro chegar às mãos do Papa Leão XIV, percorreu um caminho cheio de esperança e amor, que se estendeu de mão em mão, até ser concretizado.”, disse Rossely.
“Estive preso e vieste me visitar” (Mt 25, 36). É com esse lema em mente que a Pastoral Carcerária, ligada à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), age junto às pessoas presas e suas famílias em todos os estados do Brasil desde a década de 1970.
A Pastoral Carcerária busca ser a presença de Cristo e de sua Igreja no mundo dos cárceres, caracterizado pela superlotação, condições insalubres e tortura sofrida pelas pessoas privadas de liberdade.
Portanto, em seu trabalho de atendimento religioso às pessoas presas, os agentes pastorais promovem um serviço de escuta e acolhimento, além de contribuir para o processo de iniciação à vida cristã e para a vivência dos sacramentos.
Esses agentes pastorais também atuam no enfrentamento às violações de direitos humanos e da dignidade humana que ocorrem dentro do cárcere.
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