O Dia Nacional do Livro Infantil é comemorado em 18 de abril, celebrando o escritor Monteiro Lobato, que é considerado o pai da literatura infantil brasileira. A data comemora este acontecimento como um todo, tornando-se um momento para que as escolas, editoras, bibliotecas públicas e órgãos governamentais possam discutir essa importância da leitura infantil na cultura do Brasil.
Diante disso, diversos escritores no mundo dedicam suas obras ao universo infantil e ajudam a entender como a literatura pode despertar a imaginação, formar leitores e fortalecer a cultura desde a infância. Entre eles, jornalistas e escritoras, como Jucy Batista e Laura Galvão, falam sobre o papel dessas histórias na educação.
Jucelia Batista é jornalista e escritora e, desde pequena, sempre foi muito observadora. Isso a aproximou da leitura e, depois, da escrita. Escritora da obra "A colher dourada", Jucy revela que a narrativa da obra se passa durante a pandemia, com uma criança da cidade de Pindamonhangaba/SP, que viaja pelas cinco regiões brasileiras. Nesse contexto, a autora conta que, a partir deste acontecimento, acabou despertando um olhar mais sensível para as crianças inseridas no cenário difícil e instável daquela época:
Jucy Batista no dia do lançamento do seu Livro
"A fantasia presente na obra surge exatamente como uma forma de suavizar esse peso e trazer leveza à narrativa. A nossa região é rica em beleza e diversidade, elementos que também aparecem no livro. Por isso, a personagem carrega um pouco de cada criança daqui e, ao mesmo tempo, representa a diversidade das infâncias em todo o Brasil", conta.
Especialmente no Dia Nacional da Literatura Infantil, a literatura exerce um papel essencial na formação dos valores nas crianças, já que vai muito além do aprendizado de simplesmente ler. Para a Jucy, a leitura contribui diretamente para a construção do caráter, da empatia e da visão de mundo.
A autora ainda relata que a leitura na infância contribui diretamente para o desenvolvimento da criança, tanto no contexto escolar quanto no social e cultural:
"Penso que quando uma criança tem contato com livros desde cedo, ela amplia seu vocabulário, desenvolve sua imaginação, aprende a interpretar o mundo e melhora a sua forma de comunicação", relata.
Laura Galvão é jornalista e escritora, e encontrou na maternidade uma nova forma de enxergar o mundo. Inspirada pela fé e pelo cotidiano, suas obras trazem ensinamentos religiosos de forma acessível e acolhedora, ajudando as crianças a se conectarem com valores cristãos desde cedo. A autora está produzindo uma obra, com previsão de lançamento para este ano de 2026. Segundo ela, o contexto é voltado para a primeira infância e nasceu do seu dia a dia com a própria filha:
"Ele parte de algo muito simples, mas essencial: o momento da leitura como um espaço de encontro. Um convite para que pais, avós e cuidadores desacelerem e vivam, junto com a criança, como que uma pequena liturgia cotidiana: de presença, de escuta e de contemplação do mundo ao redor, especialmente da natureza", contextualiza.
Jornalista e escritora Laura Galvão
A leitura também aproxima e fortalece os valores cristãos. Laura relata que o momento da leitura, especialmente na primeira infância, é um espaço privilegiado de encontro:
"É quando a família se reúne, partilha, aprende junto e constrói vínculos. Como a criança ainda precisa de uma leitura mediada, esse processo se torna naturalmente um tempo de presença e troca. Com o tempo, esses momentos simples vão se transformando em memórias profundas. E é justamente nesse ambiente, leve e afetivo, que os valores cristãos encontram terreno fértil para crescer, não apenas no coração da criança, mas em toda a família", afirma.
Mais do que formar, a escritora conta que, ao mesmo tempo, o livro também contribui para o desenvolvimento da criança. As ilustrações e o texto ajudam na formação do imaginário, enquanto a leitura em voz alta favorece a memorização, estimula a repetição e apoia o desenvolvimento da fala.
Para além das páginas, a literatura infantil continua sendo uma conexão entre imaginação, afeto e aprendizado. Em um mundo cada vez mais acelerado, histórias como as de Jucy e Laura reforçam a importância de desacelerar, ouvir e compartilhar momentos significativos com as crianças.
Que a literatura seja o momento a despertar a empatia, fortalecer valores ou simplesmente criar memórias em família. Que o hábito da leitura na infância sempre seja capaz de formar não apenas leitores, mas pessoas que tenham sentimentos, sejam criativas e conscientes do mundo que está ao seu redor.
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