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Marco Frisina rege mil vozes em Congresso de Coros Litúrgicos

Evento aconteceu no 1º Congresso Internacional de Coros Litúrgicos e reuniu cerca de mil vozes em Campinas (SP). Leia abaixo!

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Escrito por Redação A12

02 SET 2026 - 09H01 (Atualizada em 02 SET 2026 - 10H32)

Juliene Barros/Paulinas-COMEP

Mil vozes foram reunidas em Campinas (SP) e deram início ao 1º Congresso Internacional de Coros Litúrgicos. O evento teve como principal referência, o compositor, fundador e diretor do Coro da Diocese de Roma, monsenhor Marco Frisina.

Realizado de 28 a 30 de agosto na matriz da Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora, o Congresso reuniu músicos, regentes, pesquisadores, religiosos e agentes de pastoral de diferentes partes do Brasil e da América Latina.

A iniciativa também abriu espaço para uma reflexão sobre o futuro da música litúrgica: como formar novos músicos para a Igreja, preservando a tradição e, ao mesmo tempo, dialogando com as necessidades das comunidades de hoje?

Durante o evento, a formação contou também com a presença e a pesquisa de Clayton Dias e Danillo Del Chiaro. Ambos compartilharam e ampliaram o olhar sobre a preparação dos músicos e a realidade de quem compõe e trabalha diretamente com músicas destinadas às celebrações e à participação da assembleia.

Juliene Barros/Paulinas-COMEP Juliene Barros/Paulinas-COMEP Concerto de mil vozes na Igreja N.S. Auxiliadora, em Campinas (SP)

Novo álbum é lançado durante o Congresso

Durante o 1º Congresso Internacional de Coros Litúrgicos, foi realizado o lançamento do álbum “Cristo, Nossa Esperança”, com obras de monsenhor Marco Frisina, em português.

O lançamento oficial aconteceu no sábado (29), durante os três dias de formação, na Igreja Nossa Senhora Auxiliadora, dos Salesianos de Dom Bosco, em Campinas.

A obra já está disponível nas plataformas digitais e o álbum reúne composições litúrgicas do sacerdote e maestro italiano para diferentes celebrações.

Juliene Barros/Paulinas-COMEP Juliene Barros/Paulinas-COMEP Mons. Marco Frisina regendo um concerto de mil vozes na Igreja N.S. Auxiliadora, em Campinas (SP)

Além disso, o álbum tem edição musical do maestro brasileiro Clayton Dias e interpretação do Coro da Arquidiocese de Campinas, oferecendo às comunidades um repertório que possa ser utilizado por coros, regentes e músicos nas celebrações.

A relação de Frisina com o Brasil já existia quando, em 2018, obteve o lançamento de “Eis-me Aqui, Senhor”, primeiro álbum inteiramente em português dedicado à sua obra. Agora, “Cristo, Nossa Esperança” dá continuidade a esse trabalho e amplia o acesso ao repertório do compositor nas comunidades brasileiras.

Para Frisina, o título do álbum transmite sua principal mensagem: “Cantar a esperança significa testemunhar ao mundo que Cristo ressuscitou e vive em nós”.

Renovar sem perder a essência

Durante o congresso, Marco Frisina foi questionado sobre os limites entre renovação e tradição. Para ele, o problema não está em usar uma linguagem nova, mas em esquecer qual é a função da música dentro da liturgia.

Em outro momento, Frisina destacou que uma boa música litúrgica precisa ser acessível para quem está na igreja hoje, mas também ter qualidade suficiente para continuar sendo cantada daqui a décadas.

Também mencionou que uma música pode ser atual sem precisar simplesmente copiar os estilos que fazem sucesso fora da Igreja.

Por isso, ele defende uma música que não dependa apenas daquilo que está fazendo sucesso no momento, mas que ajude as pessoas a rezar. O compositor contou que ainda se surpreende quando encontra jovens cantando músicas suas escritas há muitos anos.

Mil vozes se reúnem com um mesmo propósito

Reunir cerca de mil cantores foi um dos momentos que mais marcaram o congresso. Sob a regência de monsenhor Marco Frisina, pessoas de diferentes lugares e experiências se uniram em torno da música litúrgica.

Juliene Barros/Paulinas-COMEP Juliene Barros/Paulinas-COMEP Músicos durante concerto na Igreja N.S. Auxiliadora, em Campinas (SP)

Mas o encontro não se resume ao número de participantes. As experiências de monsenhor Marco Frisina, Clayton Dias e Danillo Del Chiaro mostraram diferentes caminhos para fortalecer a música na Igreja.

Durante a formação, Frisina chamou atenção para a importância de renovar sem simplesmente seguir as modas musicais. Clayton Dias destacou o valor da formação e da pesquisa para preparar novos músicos. Já Danillo Del Chiaro trouxe o olhar para a realidade das celebrações, com músicas que sejam bonitas, acessíveis e que permitam a participação da assembleia.

Mais do que reunir mil vozes em Campinas, o encontro deixou uma proposta que pode continuar em outras comunidades, afim de formar pessoas que são capazes de levar adiante uma música litúrgica que una tradição, beleza e participação. 

add_circle  Monsenhor Marco Frisina já visitou o Santuário Nacional

Fonte: Vatican News

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