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O que falta para a educação ter um olhar humanista?

Livro analisa o filósofo Jacques Maritain e propõe fundamentos humanistas para repensar políticas públicas e práticas educacionais no Brasil

Escrito por Beatriz Nery

22 JAN 2026 - 16H08 (Atualizada em 23 JAN 2026 - 10H12)

Monkey Business/Adobe Stock

Pensar a educação exige mais do que respostas rápidas, mas fundamentação. É nesse ponto que o livro “Humanismo Integral e Educação: críticas das políticas públicas educacionais a partir de Jacques Maritain”, de Paulo Moacir Godoy Pozzebon, se destaca. Publicada pela Editora Ideias & Letras, a obra propõe uma nova perspectiva para quem deseja repensar a educação a partir da pessoa humana.

Voltado a educadores, formadores e gestores, o livro dialoga com quem busca novos pontos de vista e deseja compreender a educação como um processo verdadeiramente humano. Apesar de haver polarizações e soluções técnicas, o livro está na contra mão ao sugerir uma reflexão diversa sobre o ato de lecionar.

Mariana Joffre/A12 Mariana Joffre/A12

Jacques Maritain e a educação com sentido

O eixo central do livro é o pensamento do filósofo francês Jacques Maritain, um dos grandes nomes do humanismo cristão. A partir de conceitos como Pessoa Humana, Inteligência, Vontade, Liberdade e Educação, o autor mostra que não existe política educacional neutra, pois toda proposta carrega uma visão de ser humano.

Essa constatação muda o foco do debate ao sugerir que antes de discutir métodos ou avaliações, é preciso se perguntar: que tipo de pessoa a educação deseja formar?

Políticas públicas além do improviso

A obra analisa com cuidado as políticas públicas educacionais brasileiras das últimas décadas. O diagnóstico mostra falta de continuidade, unidade e organização: muitas diretrizes surgem e desaparecem conforme mudanças políticas, sem tempo para amadurecer ou gerar resultados.

Ao examinar documentos como a Constituição de 1988, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, o Plano Nacional de Educação e a Base Nacional Comum Curricular, o autor revela avanços importantes e também aponta limites estruturais e conceituais que fragilizam o sistema educacional.

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Educação como formação integral da pessoa

Um dos grandes diferenciais do livro está na defesa da educação como formação integral. Inspirado em Maritain, Pozzebon reforça que educar não deve ser uma transmissão de conteúdo, apenas, mas formar pessoas livres, responsáveis e conscientes de seu papel na sociedade.

Essa abordagem dialoga diretamente com educadores que desejam humanizar práticas pedagógicas e também oferece bases sólidas para quem atua na elaboração ou avaliação de políticas educacionais.

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