O Papa Leão XIV autorizou, nesta quinta-feira (22), a publicação de novos decretos do Dicastério para as Causas dos Santos, durante uma audiência com o cardeal Marcello Semeraro, prefeito do Dicastério.
Os decretos aprovados tratam do reconhecimento de um milagre, de um martírio e das virtudes heroicas de vários Servos e Servas de Deus, essas são etapas consideradas importantes no processo que leva à beatificação ou ao título de venerável.
Entre eles está o decreto que reconhece as virtudes heroicas da brasileira e Serva de Deus, irmã Maria Imaculada da Santíssima Trindade, conhecida como “Mãezinha”, que agora recebe o título de Venerável.
Maria Giselda Villela nasceu em 12 de janeiro de 1909, em Maria da Fé (MG). Desde cedo, viveu uma forte experiência de fé e sentia o desejo de se consagrar totalmente a Deus. Ao se tornar religiosa, assumiu o nome de Irmã Maria Imaculada da Santíssima Trindade.
Ela se destacou por uma espiritualidade voltada ao mistério da Santíssima Trindade e por uma vida de oração profunda, vivida com silêncio, fidelidade e perseverança.
Sua vocação se realizou plenamente quando fundou o Carmelo da Sagrada Família, em Pouso Alegre. Ali, contribuiu de maneira decisiva para firmar a vida carmelitana na Igreja local e para testemunhar uma vida contemplativa unida à realidade e às necessidades do povo.
A Venerável Maria Imaculada da Santíssima Trindade faleceu em 20 de janeiro de 1988, em Pouso Alegre. Ela deixou como herança espiritual uma comunidade fiel ao carisma carmelitano, com a oração como centro e grande confiança na ação de Deus.
O decreto reconhece que a Serva de Deus viveu de maneira heroica as virtudes cristãs e humanas, sempre de forma constante e exemplar. Para que ela seja beatificada, ainda é necessário o reconhecimento de um milagre atribuído à sua intercessão, ocorrido após sua morte.
Na mesma ocasião, o Papa autorizou a divulgação do decreto que reconhece o milagre atribuído à intercessão da Venerável Maria Ignazia Isacchi, fundadora da Congregação das Ursulinas do Sagrado Coração de Jesus de Asola. Com esse milagre reconhecido, a religiosa italiana poderá ser proclamada beata.
Também foi divulgado o decreto que reconhece o martírio do Servo de Deus Augusto Rafael Ramírez Monasterio, sacerdote da Ordem dos Frades Menores. Ele nasceu em 5 de novembro de 1937, na Cidade da Guatemala, e foi assassinado em 7 de novembro de 1983 por ódio à fé. O reconhecimento do martírio dispensa a necessidade de um milagre para sua beatificação.
O Papa Leão XIV também autorizou o reconhecimento das virtudes heroicas de três italianos:
Maria Tecla Antonia Relucenti, cofundadora da Congregação das Pias Operárias da Imaculada Conceição, nascida em Ascoli Piceno em 1704 e falecida em 1769.
Crocifissa Militerni, nome religioso de Teresa, da Congregação de São João Batista, nascida em 1874 e falecida em 1925.
Nerino Cobianchi, leigo, esposo e pai de família, nasceu em 1945 e faleceu em 1998.
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Fonte: Vatican News
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