O Papa Leão XIV confirmou a criação da Diocese de Baturité, no estado do Ceará, no dia 1º de janeiro. A Diocese será formada por 14 municípios, desmembrados da Arquidiocese de Fortaleza (CE), que juntos abrangem cerca de 300 mil habitantes, segundo o Censo de 2022.
O primeiro Bispo da nova diocese vai ser Dom Luís Gonzaga Pepeu, franciscano capuchinho, que esteve à frente da Arquidiocese de Vitória da Conquista (BA) entre 2008 e 2019.
A CNBB enviou as saudações parabenizando o novo Bispo e a todos os envolvidos que farão da nova Diocese uma verdadeira casa e desejou que este novo caminho eclesial seja marcado pelo cuidado pastoral com o povo de Deus.
“Este acontecimento reflete a busca da Igreja Católica em cumprir, de forma sempre mais viva, sua missão de evangelizar e ser presença junto de seu povo”, afirmou a mensagem, assinada por Dom Jaime Cardeal Spengler, presidente da CNBB, e demais representantes da Conferência.
“A todo o povo de Deus presente no território da nova diocese – fiéis leigos, presbíteros, diáconos, religiosas e religiosos –, rogamos que o Espírito Santo ilumine a todos, para que sejam uma Igreja de acolhida e comunhão na desafiadora missão de evangelizar. E ao estimado irmão, Dom Luís Gonzaga Pepeu, OFMCap, agradecemos por dizer sim a essa missão confiada pela Igreja”.
A Diocese de Baturité vai abranger os seguintes municípios: Acarape, Aracoiaba, Aratuba, Barreira, Baturité, Canindé, Caridade, Guaramiranga, Mulungu, Pacoti, Ocara, Palmácia, Paramoti e Redenção, em uma área total de 7.072 km².
A comunidade contará com 21 paróquias e uma área pastoral. Serão 28 sacerdotes diocesanos, 11 sacerdotes religiosos, um diácono permanente, seis seminaristas, 10 religiosos e 31 religiosas.
O primeiro Bispo da nova Diocese de Baturité, Dom Luís Gonzaga Silva Pepeu, nasceu em Caruaru (PE), em 18 de fevereiro de 1957, e é membro da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, da Província do Nordeste do Brasil.
O Bispo cursou Filosofia e Teologia no Seminário São Francisco de Assis, da Província dos Capuchinhos de São Paulo, e concluiu o curso no Instituto de Teologia do Recife (ITER).
Possui mestrado em Direito Canônico na Universidade Católica da América, em Washington, DC (EUA), obtendo a Licenciatura em Direito Canônico (JCL). Também possui doutorado em Direito Canônico (JCD) na Pontifícia Universidade São Tomás de Aquino (Angelicum), em Roma, além da convalidação do Bacharelado em Teologia na Universidade Católica do Salvador (UCSAL), em Salvador (BA).
Além disso, atuou como professor de Direito Canônico no Curso de Teologia da Diocese de Caruaru e de Teologia, como professor convidado no curso de Mestrado em Direito Canônico do Instituto Superior de Direito Canônico da Universidade Católica de Pernambuco, em Recife, em outubro de 2025.
No ambiente religioso, foi ordenado diácono e presbítero, na Diocese de Caruaru, em 1982. O atual Bispo já realizou as funções de administrador paroquial, vigário paroquial e pároco, vigário da fraternidade e guardião, foi promotor vocacional, mestre de noviços, ecônomo provincial, vigário provincial e conselheiro provincial.
Também foi o responsável pela função de ministro provincial por dois períodos e presidiu a Conferência dos Capuchinhos do Brasil (CCB).
Foi membro da Comissão de Justiça, Paz e Ecologia, da Ordem dos Capuchinhos, co-capelão da Comunidade Portuguesa em Washington, DC, assessor da Procuradoria Geral da Ordem e guardião da Cúria Geral dos Capuchinhos, em Roma.
O Bispo foi transferido, em 2008, pelo Papa Bento XVI para a Arquidiocese de Vitória da Conquista (BA), como segundo arcebispo metropolitano. Após, foi presidente do Sub-regional V do Regional Nordeste 3 da CNBB. Entre 2011 e 2015, exerceu a presidência do Regional NE 3 e integrou o Conselho Permanente da CNBB.
Entre os anos de 2010 e 2012, foi membro da Comissão Episcopal para a Implementação do Acordo Brasil–Santa Sé. De 2015 a 2024, atuou sendo bispo referencial para os bispos eméritos do Regional NE 3.
Em 2019, resolveu renunciar ao governo pastoral da Arquidiocese de Vitória da Conquista, e sua renúncia foi aceita pelo Papa Francisco. Simultaneamente ao episódio da renúncia, o Bispo foi nomeado administrador apostólico da mesma arquidiocese, onde ficou até 14 de dezembro de 2019.
Em 2022, atuou na Arquidiocese de Olinda e Recife, como vigário geral, presidente da Câmara Eclesiástica e moderador da Cúria Metropolitana.
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Fonte: CNBB
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