Neste sábado (02), foi realizada a coletiva de imprensa com Dom Mário Antonio da Silva, um momento importante de apresentação e acolhimento antes de sua posse como novo arcebispo da Arquidiocese de Aparecida. O encontro foi marcado por momentos de diálogo e expectativa, reunindo jornalistas e membros da comunidade.
Nas palavras de Dom Mário, o momento foi de gratidão e reflexão sobre a missão da Igreja e dos meios de comunicação. O arcebispo destacou a importância da presença da imprensa não apenas pela sua pessoa, mas pelo significado da posse canônica como um ato da Igreja, ressaltando o papel dos comunicadores como canais de repercussão e extensão desse momento.
“Os meios de comunicação não têm outra missão senão essa: a de realmente ser um caminho, um canal. Hoje falamos de ser algo que comunica a verdade do Evangelho, a verdade da vida, a verdade do próprio Jesus Cristo, de tal maneira que os meios de comunicação, preocupando-se também com a vida, com a dignidade do ser humano, são pautadores e mensageiros da verdade, das bem-aventuranças”, apontou.
Dom Mário durante coletiva de imprensa
Dom Mário também expressou sua alegria ao iniciar oficialmente sua missão na Arquidiocese de Aparecida, sucedendo Dom Orlando Brandes, destacando o acolhimento vivido no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, espaço de espiritualidade, fé e encontro.
Naquele momento, desejou que o trabalho da comunicação continue sendo instrumento de bem, capaz de alimentar o coração humano e promover valores que contribuam para uma sociedade mais justa e fraterna.
Fé e juventude como prioridade pastoral
Durante a coletiva, foi questionado Dom Mário sobre as prioridades pastorais em relação ao fortalecimento da fé e da participação dos fiéis, principalmente dos jovens.
O arcebispo respondeu que fazer vigorar ou fortalecer a fé é algo fundamental, juntamente com as Diretrizes da Ação Evangelizadora no Brasil.
“A fé é um dom de Deus que recebemos já no batismo, mas que precisamos ir alimentando, sobretudo através de boas obras. E hoje, quando eu vejo necessidade de fortalecer a nossa fé, pastoralmente nós temos no Brasil as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja, que supõem um coração de fé, propenso à esperança e desejoso de caridade”, reforçou.
Especialmente para os jovens e para os adolescentes, o novo arcebispo de Aparecida frisou que há sempre uma interação. Em suas palavras, Dom Mário relembrou que esses jovens são a esperança no hoje e no amanhã.
“Esperança no hoje, para que possam caminhar conosco. Com os jovens, eu tenho vivido sempre aquela máxima do Papa Francisco, por ocasião do Sínodo da Juventude: Cristo vive e quer-te vivo”, concluiu.
Em um dos questionamentos feitos pela imprensa, o novo arcebispo também foi questionado sobre a presença dos povos migrantes e das comunidades ribeirinhas na região, destacando-se a necessidade de identificar e enfrentar as dificuldades sociais vividas por esses grupos.
A pauta reforça o papel da Igreja em atuar de forma próxima e solidária, promovendo ações que contribuam para a dignidade, inclusão e melhores condições de vida dessas populações na arquidiocese.
Em resposta, Dom Mário relatou que, durante sua passagem pela Diocese de Roraima, havia um grande fluxo da migração venezuelana.
“O Brasil sempre teve migrantes, pela região de São Paulo, Paraná, região Sul e outras regiões. Aquilo que víamos muitas vezes só nos noticiários, nas telas da TV, agora está na porta da nossa casa, na porta de nossas igrejas, nas praças e ruas. A migração tornou-se um assunto de todos nós”, disse.
O arcebispo concluiu que esse assunto faz parte de todos aqueles que têm sensibilidade com a dignidade humana. Ainda reforçou, dizendo que o migrante vem com o objetivo de encontrar esperança.
“Alguns vêm com uma mala, mas outros vêm só com a roupa e o próprio corpo, mas vêm com o desejo de ser respeitados em sua dignidade”, apontou.
Por fim, Dom Mário Antonio se dirigiu à Virgem Maria, ressaltando que nossas dúvidas ou incertezas são características de nossa humanidade e que devemos colocá-las nas mãos de Deus, assim como fez Maria.
“Entregar para que Deus vá nos iluminando e nos fazendo crescer nessa convicção: estou aqui para servir”, refletiu.
Dessa forma, Dom Mário concluiu destacando que é possível servir ao próximo com gratuidade, por meio do voluntariado. Ressaltou ainda que o exemplo de Maria inspira e transforma a vida de muitas pessoas, fortalecendo o compromisso com o bem e com o cuidado ao próximo.
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