As imagens religiosas são sinais da presença do sagrado em nossa vida. Por exemplo, a imagem de Nossa Senhora não é a pessoa de Maria de Nazaré, mas nos faz rezar a presença de Nossa Senhora em nossa vida.
O Catecismo da Igreja Católica (CIC), no item 2132, fala sobre o culto às imagens:
"O culto cristão das imagens não é contrário ao primeiro mandamento, que proíbe os ídolos. Com efeito, a honra prestada a uma imagem remonta ao modelo original e quem venera uma imagem venera nela a pessoa representada. A honra prestada às santas imagens é uma «veneração respeitosa, e não uma adoração, que só a Deus se deve."
Contudo, somente são sinais sagrados enquanto completos. Sendo assim, o que fazer quando elas são danificadas?
Ao tratar de uma dúvida recorrente entre os fiéis, o Pe. Luiz Camilo Júnior, C.Ss.R. explica que as imagens sacras não devem ser vistas como objetos comuns, mas como sinais que conduzem à oração e à experiência de Deus. “É preciso ter presente que toda imagem sacra é um sinal da presença do sagrado na nossa vida. Deus não está na imagem, mas a imagem nos ajuda a pensar nas coisas de Deus”, afirma o sacerdote.
Segundo ele, quando uma imagem se quebra e não pode mais ser restaurada, ela deixa de cumprir essa função espiritual. “Guardar um crucifixo quebrado ou uma imagem de santo danificada não faz muito sentido, porque ela deixou de ser sinal do sagrado”, explica.
Por isso, a orientação pastoral é oferecer um fim digno a esses objetos: “Se for de gesso, pode ser enterrada na terra; se for de madeira ou papel, pode ser queimada, e as cinzas devolvidas à natureza. Não é adequado jogar no lixo algo que um dia ajudou na oração”.
Ao final, o padre reforça que o essencial não está no objeto em si, mas na fé vivida: “A imagem é sinal. A imagem mais bonita do sagrado é como Deus está presente na sua vida e no seu coração”.
Confira o vídeo na íntegra com o missionário redentorista falando sobre o assunto:
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