Santa Maria Goretti é exemplo de castidade e generosidade. Com apenas 11 anos, a pequena italiana tornou-se mártir para defender sua pureza e a salvação da alma do homem que a assassinou com 14 facadas.
Sua memória, celebrada em 6 de julho pela Igreja, ressalta as virtudes heroicas da menina que se dedicava aos trabalhos domésticos e ao cuidado com os irmãos mais novos enquanto os pais trabalhavam. Tão jovem, Mariazinha, como era conhecida, possuía grande força por meio da sua fé e assídua prática da oração.
Sua piedade era muito profunda, mesmo em meio às intensas atividades que realizava e, apesar de ser analfabeta, em 1902, e antes do previsto para sua idade, pediu e teve a permissão para receber a sagrada Comunhão, ainda antes do seu falecimento.
O Papa João Paulo II foi devoto de Santa Maria Goretti e, na mensagem proferida por ocasião do primeiro centenário da morte da santa, no ano de 2002, ele a chamou de "a pequena e doce mártir da pureza". Além disso, ele compôs uma oração a ela.
"Que fúlgido exemplo para a juventude! A mentalidade liberal, que penetra uma boa parte da sociedade e da cultura do nosso tempo, às vezes tem dificuldade de compreender a beleza e o valor da castidade. O comportamento desta jovem Santa infunde uma percepção exímia e nobre da dignidade pessoal e do próximo, que se reflete nas opções quotidianas, conferindo-lhes a plenitude do sentido humano.", afirmou.
"Menina de Deus, tu que conheceste logo a dureza e a fadiga,
a dor e as breves alegrias da vida,
tu que foste pobre e órfã,
tu que amaste ao próximo, tornando-te uma serva humilde e disponível,
tu que foste boa e amaste Jesus acima de todas as outras coisas,
tu que derramaste o teu sangue para não trair o Senhor,
tu que perdoaste o teu assassino,
intercede e reza para que digamos sim ao desígnio de Deus para nós.
Agradecemos a ti, Mariazinha, pelo amor a Deus e pelos irmãos, que
semeastes em nossos corações.
Amém."
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