Por Redação A12 Em Santo Padre

"A verdadeira justiça é o perdão", reflete Francisco na catequese semanal

Na catequese desta quarta-feira (03) o Papa prosseguiu o ciclo de catequeses que vem realizando sobre o tema da misericórdia e aprofundou a sua relação com a justiça. 

"O primeiro modo de se obter justiça é dirigir-se a um juiz para que o culpado por um certo erro seja punido. Esta é a justiça ‘retributiva’, que impõe uma pena ao culpado. Hoje, as vítimas de injustiça se dirigem aos tribunais. No Evangelho, Lucas narra a parábola da viúva que ia sempre ao juiz pedir ‘justiça’ contra seu adversário", destacou o Santo Padre. “Mas este caminho, disse Francisco, não conduz à verdadeira justiça porque na realidade não vence o mal, mas simplesmente contém o seu avanço. Responder ao mal com o bem é o único modo de vencê-lo”, acrescentou. 

O Papa, no entanto, apontou uma outra estrada: a sugerida na Bíblia. "Neste caso, a vítima não vai ao tribunal, mas se dirige diretamente ao culpado e o convida a converter-se. Ajuda-o a entender que está fazendo mal. Assim, este reconhece o próprio erro e se abre ao perdão que a vítima lhe oferece. É o melhor modo para resolver contrastes nas famílias, no relacionamento entre pais e filhos e entre esposos, quando o ofendido ama o culpado e deseja salvar a relação que os une, e não rompê-la". 

 

"O coração de Deus é um coração de Pai que ama e quer que seus filhos vivam no bem e na justiça, felizes e em plenitude". 

Francisco admitiu que este caminho é difícil, pois requer que quem sofreu esteja pronto a perdoar e deseje a salvação e o bem de quem o ofendeu. “Só assim a justiça pode triunfar, pois quando o culpado reconhece o mal que fez e para de fazê-lo, deixa de ser injusto e se torna justo e, perdoado, reencontra o caminho do bem”, frisou. 

Essa é a forma que Deus age com a humanidade, indicou o Papa. "O coração de Deus é um coração de Pai que ama e quer que seus filhos vivam no bem e na justiça, felizes e em plenitude. É um coração que vai além do nosso pequeno conceito de justiça, abrindo-nos aos horizontes infinitos da sua misericórdia". 

O coração amoroso do Pai é o que os cristãos buscam quando se dirigem ao confessionário. "Nós queremos encontrar um Pai que nos ajude a mudar de vida, que nos dê a força de ir avante, que nos perdoe em nome de Deus". Ao dizer isso, Francisco lembrou que nessa relação, os padres tem uma grande responsabilidade porque estão "no lugar do Pai que fez justiça com a sua misericórdia".

Exposição dos restos mortais de São Pio e São Leopoldo

O Papa promove hoje no Vaticano a exposição dos restos mortais de São Pio de Pietrelcina e São Leopoldo, dois santos confessores, uma iniciativa inserida no Ano da Misericórdia. 

As urnas chegarão a Roma e serão depositadas na Igreja de São Lourenço fora-dos-muros. Já no dia 5 de fevereiro, depois de uma procissão na Via da Conciliação - onde são esperados milhares de fieis – as urnas serão colocadas na nave central da Basílica de São Pedro, onde poderão ser veneradas até a manhã do dia 11 de fevereiro. 

“É uma coisa inédita que dois pobres frades, que nunca saíram de suas respectivas cidades em vida,  venham de maneira assim solene a Roma. Creio que é realmente um evento extraordinário”, disse o presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização, dom Rino Fisichella. 

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