Santo Padre

Leão XIV destaca missão dos leigos na Igreja

Em catequese sobre os documentos do Concílio Vaticano II, o papa explica a importância dos leigos e leigas na Igreja e faz apelo global pela paz às vésperas da Páscoa

Escrito por Redação A12

01 ABR 2026 - 09H02 (Atualizada em 02 ABR 2026 - 09H01)

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Na Audiência Geral desta quarta-feira (1º de abril), na Praça São Pedro, o Papa Leão XIV deu continuidade ao ciclo de catequeses sobre a Constituição Dogmática Lumen Gentium. Cerca de 15 mil pessoas participaram do encontro.

O Pontífice concentrou a reflexão no quarto capítulo do documento conciliar, dedicado aos leigos. Logo no início, recordou uma afirmação do Papa Francisco na Exortação Apostólica Evangelii Gaudium: “A imensa maioria do povo de Deus é constituída por leigos. Ao seu serviço, está uma minoria: os ministros ordenados”.

Segundo Leão XIV, o texto conciliar procurou apresentar de forma positiva a identidade e a missão dos leigos. Durante séculos, eles foram definidos apenas por exclusão, como aqueles que não pertenciam ao clero ou à vida consagrada.

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Igualdade entre os batizados

O Papa destacou um ponto central do Concílio Vaticano II: “Perante qualquer diferença de ministério ou estado de vida, o Concílio afirma a igualdade de todos os batizados”.

Em seguida, citou a definição proposta pela própria Constituição:

“A própria descrição dos leigos que o Concílio nos oferece diz: ‘Por leigos entendem-se aqui todos os cristãos que não são membros da sagrada Ordem ou do estado religioso reconhecido pela Igreja, isto é, os fiéis que, incorporados em Cristo pelo Batismo, constituídos em Povo de Deus e tornados participantes, a seu modo, da função sacerdotal, profética e real de Cristo, exercem, pela parte que lhes toca, a missão de todo o Povo cristão na Igreja e no mundo’.”

Leão XIV explicou que essa compreensão parte do Batismo. É nele que todos participam do sacerdócio de Cristo.

O povo santo de Deus, portanto, nunca é uma massa informe, mas o corpo de Cristo ou, como dizia Santo Agostinho, o Christus totus: é a comunidade organicamente estruturada, em virtude da relação fecunda entre as duas formas de participação no sacerdócio de Cristo: o sacerdócio comum dos fiéis e o sacerdócio ministerial”, afirmou.

O Papa ainda recordou outro trecho conciliar:

Em virtude do Batismo, os fiéis leigos participam no mesmo sacerdócio de Cristo. De fato, ‘O supremo e eterno sacerdote Cristo Jesus, querendo também por meio dos leigos continuar o Seu testemunho e serviço, vivifica-o pelo Seu Espírito e sem cessar os incita a toda a obra boa e perfeita’.”

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Apostolado que alcança o mundo

Na catequese, Leão XIV também mencionou a Exortação Apostólica Christifideles laici, de São João Paulo II. O documento aprofunda o papel dos leigos após o Concílio.

O Papa destacou que os padres conciliares convidaram todos os fiéis, homens e mulheres, a trabalharem na vinha do Senhor. Esse chamado envolve responsabilidade e testemunho.

“O vasto campo do apostolado laico não se limita à Igreja, mas estende-se ao mundo. A Igreja, de fato, está presente onde quer que os seus filhos professem e testemunhem o Evangelho: no trabalho, na sociedade civil e em todas as relações humanas, onde eles, com as suas escolhas, demonstram a beleza da vida cristã, que antecipa aqui e agora a justiça e a paz que serão plenas no Reino de Deus.”

Para Leão XIV, a presença dos leigos é decisiva para que o mundo seja transformado pelo espírito de Cristo.

“É preciso que o mundo ‘seja penetrado pelo espírito de Cristo e, na justiça, na caridade e na paz, atinja mais eficazmente o seu fim’. E isso só é possível com a contribuição, o serviço e o testemunho dos leigos.”

O Pontífice retomou ainda a imagem da “Igreja em saída”, difundida por Francisco:

“É o convite para sermos aquela Igreja “em saída” de que nos falou o Papa Francisco: uma Igreja encarnada na história, sempre aberta à missão, na qual todos somos chamados a ser discípulos-missionários, apóstolos do Evangelho, testemunhas do Reino de Deus, portadores da alegria de Cristo que encontramos!”.

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Apelo pela paz antes da Páscoa

Ao deixar Castel Gandolfo, o Papa também dirigiu um apelo aos líderes mundiais. A poucos dias da Páscoa, pediu gestos para reduzir a violência em diferentes regiões do mundo.

Em referência ao presidente Donald Trump, declarou:

Diante dos jornalistas, reforçou o convite ao diálogo:

“Voltem à mesa de negociações, dialoguem. Busquemos soluções para os problemas, busquemos maneiras de reduzir a violência que estamos promovendo, para que a paz, especialmente na Páscoa, reine em nossos corações.”

O Papa classificou a Páscoa como “o tempo mais sagrado” e reiterou o desejo de uma trégua que permita aos povos celebrar a fé em meio à esperança.

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Fonte: Vatican News

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