Na oração mariana do Angelus deste domingo (13), na Praça São Pedro, em Roma, o Papa Leão XVI não só falou da importância do perdão, como indica o evangelho do 24º Domingo do Tempo Comum, mas alertou sobre as consequências da falta de perdão, como conflitos e vinganças.
Segundo o pontífice, a pergunta de Pedro a Jesus no Evangelho: “Senhor, quantas vezes devo perdoar, se meu irmão pecar contra mim? Até sete vezes?”, demonstra generosidade, já que o número sete é considerado na Bíblia sinal de perfeição.
Contudo, a resposta do Senhor vai além, não colocando qualquer limite para perdoar. O papa seguiu explicando que, para deixar claro o seu pensamento, Jesus contou uma parábola que mostra um homem que tinha uma grande dívida impossível de pagar e ainda assim foi perdoado. Porém, depois não fez o mesmo com seus devedores, sendo repreendido severamente.
“Com essas palavras, Jesus lembra-nos que a dádiva e o perdão estão na base da nossa existência. Tudo nos é dado por Deus num ato de puro amor, e nenhum de nós pode se dizer perfeito na forma como responde a tanta bondade.”, afirmou o papa.
Na sequência, o papa disse que a gratuidade, que é a fonte da nossa vida, é também a melhor regra para nossa convivência. Nesse sentido, o perdão é necessário para que a paz se estabeleça. Sem o perdão, disse Leão XVI, mais cedo ou mais tarde surgirão “conflitos, acusações, rancores e vinganças que destroem as relações, dividem as famílias e desencadeiam guerras.”
Por fim, o papa destacou que a experiência do perdão liberta e traz de volta a luz. Com isso, Leão XVI comparou o perdão a “um vento favorável” que afasta as nuvens pesadas para que o sol possa voltar a brilhar.
Para exemplificar, citou o episódio da negação do apóstolo Pedro. Após negar Jesus três vezes, depois, ao encontrá-lo ressuscitado às margens do lago, bastou ouvir a pergunta: “Simão, tu me amas?”, acompanhada do convite “Segue-me”, para que tudo recomeçasse.
O pontífice encerrou o momento de oração pedindo a intercessão da Virgem Maria, para auxiliar os cristãos na prática do perdão, principalmente quando for mais difícil dar o primeiro passo.
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