Santo Padre

No Angelus, Papa Leão XVI destaca o perdão como cura

Leão XVI, ao comentar o evangelho deste domingo, falou do perdão como caminho de paz e possibilidade de recomeço.

Linkedin

Escrito por Redação A12

13 SET 2026 - 12H29 (Atualizada em 13 SET 2026 - 12H59)

Vatican Media

Na oração mariana do Angelus deste domingo (13), na Praça São Pedro, em Roma, o Papa Leão XVI não só falou da importância do perdão, como indica o evangelho do 24º Domingo do Tempo Comum, mas alertou sobre as consequências da falta de perdão, como conflitos e vinganças.

Segundo o pontífice, a pergunta de Pedro a Jesus no Evangelho: “Senhor, quantas vezes devo perdoar, se meu irmão pecar contra mim? Até sete vezes?”, demonstra generosidade, já que o número sete é considerado na Bíblia sinal de perfeição.

Contudo, a resposta do Senhor vai além, não colocando qualquer limite para perdoar. O papa seguiu explicando que, para deixar claro o seu pensamento, Jesus contou uma parábola que mostra um homem que tinha uma grande dívida impossível de pagar e ainda assim foi perdoado. Porém, depois não fez o mesmo com seus devedores, sendo repreendido severamente.

“Com essas palavras, Jesus lembra-nos que a dádiva e o perdão estão na base da nossa existência. Tudo nos é dado por Deus num ato de puro amor, e nenhum de nós pode se dizer perfeito na forma como responde a tanta bondade.”, afirmou o papa. 

“O perdão é indispensável para viver em paz”

Na sequência, o papa disse que a gratuidade, que é a fonte da nossa vida, é também a melhor regra para nossa convivência. Nesse sentido, o perdão é necessário para que a paz se estabeleça. Sem o perdão, disse Leão XVI, mais cedo ou mais tarde surgirão “conflitos, acusações, rancores e vinganças que destroem as relações, dividem as famílias e desencadeiam guerras.”

O perdão como cura

Por fim, o papa destacou que a experiência do perdão liberta e traz de volta a luz. Com isso, Leão XVI comparou o perdão a “um vento favorável” que afasta as nuvens pesadas para que o sol possa voltar a brilhar.

Para exemplificar, citou o episódio da negação do apóstolo Pedro. Após negar Jesus três vezes, depois, ao encontrá-lo ressuscitado às margens do lago, bastou ouvir a pergunta: “Simão, tu me amas?”, acompanhada do convite “Segue-me”, para que tudo recomeçasse.

O pontífice encerrou o momento de oração pedindo a intercessão da Virgem Maria, para auxiliar os cristãos na prática do perdão, principalmente quando for mais difícil dar o primeiro passo.

LEIA TAMBÉM:

+ Domingo com o Senhor: perdoar sem fazer contas

Seja o primeiro a comentar

Os comentários e avaliações são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do site.

0

Boleto

Carregando ...

Reportar erro!

Comunique-nos sobre qualquer erro de digitação, língua portuguesa, ou de uma informação equivocada que você possa ter encontrado nesta página:

Por Redação A12, em Santo Padre

Obs.: Link e título da página são enviados automaticamente.

Carregando ...

Enviar por e-mail