No Angelus deste domingo (5), o Papa Leão XIV recordou o Evangelho de Mateus (11, 25-30), convidando os fiéis a partilharem o louvor de Jesus que eleva ao Pai. O Pontífice ainda destacou que o Filho de Deus na figura do homem manifesta o seu amor envolvendo todas as criaturas nesta "ação de graças".
O Santo Padre explicou que a simplicidade desse gesto, espontâneo e cheio de alegria, corresponde ao próprio estilo de Deus, que se revela aos pequeninos.
"A simplicidade de um gesto tão espontâneo e alegre corresponde ao estilo de Deus, que gosta de se revelar, aos pequeninos, enquanto permanece escondido aos sábios e aos entendidos", disse.
Segundo o Papa, aqueles que se consideram sábios estão tão cheios das próprias ideias que não conseguem reconhecer a presença de Cristo, o Messias que visita o seu povo.
"A sabedoria humana torna-se, então, arrogância e a doutrina degenera em soberba. Pelo contrário, a verdadeira sabedoria de Deus revela-se na humildade da carne e o seu ensinamento dirige-se àqueles que passam por maiores dificuldades", destacou.
O chamado de Jesus
Leão XIV prosseguiu explicando que ir ao encontro de Jesus significa corresponder ao seu amor e partilhar a sua vida até à cruz, conforme o próprio Cristo ensinou. Também ressaltou que cada um deve fazer sua própria renúncia para seguir Jesus:
"É precisamente o dom de si mesmo por amor que constitui o “jugo” de Jesus, ou seja, a síntese do seu ensinamento, o cerne da sua sabedoria, ardente de caridade para com todos".
Em seguida, o Papa dirigiu-se aos fiéis com uma reflexão sobre o significado da cruz, perguntando: "Irmãos e irmãs, como pode ser 'leve' e 'suave' o peso da cruz?". Logo, respondeu: "Só por uma razão: porque o Senhor o carrega primeiro e com todos nós, sem nunca nos deixar sozinhos diante do que nos oprime. Como autêntico mestre, Jesus toma sobre si a humanidade ferida pelo mal, para cuidar dela".
Leão XIV afirmou ainda que Jesus toma sobre si a humanidade ferida pelo mal para cuidar dela. Segundo o Pontífice, Jesus nos dá a sabedoria em um anúncio de salvação, para que nos levantemos das quedas. Por isso, explicou que seguir Cristo não é viver uma espiritualidade triste, mas sim uma escola de liberdade, que ilumina sempre o seu sentido, sobretudo nos momentos mais sombrios.
Dessa forma, mostrou que a cruz de Cristo permanece como fonte de esperança e de redenção para toda a humanidade.
"Com efeito, só na cruz de Jesus é que o mal é redimido: só na sua paixão é que o nosso cansaço mortal encontra consolo e resgate", concluiu.
Ao concluir a reflexão, o Santo Padre recordou que Cristo continua sendo a resposta para as maiores dores do mundo: "Em situações de escravidão, Cristo é libertação. No flagelo da guerra, Cristo é esperança. Na hora do pecado, Cristo é perdão".
Por fim, Leão XIV afirmou que "esta é a verdadeira sabedoria", ou seja, o caminho que percorreremos juntos e unidos como discípulos. O Papa finalizou recordando que Jesus ensina essa verdade como o Filho de Deus, tornando-se nosso irmão e manifestando com o Espírito Santo a verdade sobre Deus e sobre o homem.
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