Por Redação A12 Em Santo Padre Atualizada em 09 MAR 2020 - 15H41

O catequista deve alimentar a “memória de Deus”, disse o Papa aos Catequistas

Neste domingo (29) durante a Jornada dos Catequistas por ocasião do Ano da Fé, o Papa Francisco presidiu uma celebração na Praça de São de São Pedro para cerca de dois mil catequistas vindos de várias partes do mundo. Com o Santo Padre concelebrou Dom Salvatore Fisichella, Presidente do Conselho Pontifício para a Promoção da Nova Evangelização e dezenas de bispos e padres. Em sua homilia, o Papa Francisco exortou os catequistas para que sejam “a memória de Deus” e contribuam para que a humanidade não perca o significado de sua vida.

“O catequista então é um cristão que leva em si a memória de Deus, deixa-se guiar pela memória de Deus em toda a sua vida, e sabe despertá-la no coração dos outros. É um desafio isto! Desafia toda a vida! O próprio Catecismo o que é senão a memória de Deus, memória da sua ação na história, do ser fazer-se próximo a nós em Cristo, presente na sua Palavra, nos Sacramentos, na sua Igreja, no seu amor?”

“Se falta a memória de Deus, tudo se nivela, tudo se nivela ao ‘eu’, sobre o meu bem-estar. A vida, o mundo, os outros, perdem a consistência, não contam mais nada, tudo se reduz a uma só dimensão: o ter. Se perdemos a memória de Deus, também nós perdemos a consistência, também nós nos esvaziamos, perdemos a nossa face como o rico do Evangelho!”, pontuou o Papa. 

 Ao final de sua mensagem, perguntou:

“Queridos catequistas, pergunto a vocês: somos nós a memória de Deus? Somos verdadeiramente como sentinelas que despertam nos outros a memória de Deus, que aquece o coração?”.

O Pontífice fez um apelo dizendo que os catequistas não devem ceder a uma vida cômoda, mas buscar um caminho de fé e de confiança em Deus.

“O catequista é homem da memória de Deus se tem uma constante, vital relação com Ele e com o próximo; se é homem de fé, que confia verdadeiramente em Deus e coloca Nele a sua segurança; se é homem de caridade, de amor, que vê todos como irmãos; se é homem de ‘hypomoné’, de paciência, de perseverança, que sabe enfrentar as dificuldades, as provações, os insucessos, com serenidade e esperança no Senhor; se é homem brando, capaz de compreensão e misericórdia”, finalizou. 

No final da missa, e antes da oração mariana do Angelus, o Papa agradeceu a presença de todos os catequistas. 

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