Por Redação A12 Em Santo Padre

Papa defende "conversão" do coração pelas lágrimas

Ao presidir a celebração de Cinzas, em Roma, Papa Francisco disse que o tempo da Quaresma deve levar os católicos a um “combate espiritual” contra o pecado, em busca de um coração “purificado” pelas lágrimas.

“Os hipócritas não sabem chorar, esqueceram-se de como se chora, não pedem o dom das lágrimas”, declarou durante a homilia da Missa de Cinzas, que presidiu na Basílica de Santa Sabina.

 

Francisco referiu que o tempo litúrgico da Quaresma serve para que cada cristão procure se “unir mais estreitamente” a Jesus, numa atitude de “penitência e conversão”.

Francisco disse aos participantes na celebração que é preciso pedir o “dom das lágrimas” para fazer do percurso quaresmal um “caminho da conversão cada vez mais autêntico e sem hipocrisia”.

O Papa recordou as atitudes tradicionalmente ligadas a este tempo, o jejum, a oração e a esmola, sublinhando que o bem se deve fazer “sem qualquer ostentação”. 

“Quando se faz alguma coisa boa, quase instintivamente nascem em nós o desejo de sermos estimados e admirados por essa boa ação, retirando dela uma satisfação”, constatou.

Francisco referiu que o tempo litúrgico da Quaresma serve para que cada cristão procure se “unir mais estreitamente” a Jesus, numa atitude de “penitência e conversão”.

A Quaresma, que se inicia hoje com a celebração de Cinzas, é um período de 40 dias, marcado por apelos ao jejum, partilha e penitência, que serve de preparação para a Páscoa, a principal festa do calendário cristão.

Francisco observou que este tempo litúrgico desafia os católicos a “empreender um caminho de conversão que não seja superficial e transitório, mas antes um itinerário espiritual que diz respeito ao lugar mais íntimo” da pessoa, o coração.

Depois da homilia, o cardeal Jozef Tomko impôs as cinzas sobre a cabeça do Papa, que repetiu depois o gesto a vários dos participantes na Missa.

A cerimônia das Cinzas começou na igreja beneditina de Santo Anselmo, a 4 quilômetros do Vaticano, com um momento de oração e a sucessiva procissão de poucas centenas de metros até à basílica, com a presença de cardeais, arcebispos, monges beneditinos e padres dominicanos de Santa Sabina.

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