O Papa Leão XIV rezou hoje, 04, na solenidade da Epifania do Senhor, o tradicional Angelus. Em sua fala, durante a oração, indicou aos fiéis o encerramento do Jubileu da Esperança, no próximo dia 06, e após este momento, rezou pelo povo venezuelano e pela tragédia na Suíça.
Sobre o povo venezuelano, o Papa manifestou preocupação pelos desdobramentos recentes e pediu que prevaleçam "caminhos de justiça e paz, garantindo a soberania do País":
"Acompanho com grande preocupação os desdobramentos da situação na Venezuela. O bem do amado povo venezuelano deve prevalecer acima de qualquer outra consideração e levar tanto à superação da violência quanto à adoção de caminhos de justiça e paz, garantindo a soberania do País, assegurando o Estado de direito estabelecido na Constituição, respeitando os direitos humanos e civis de cada um e de todos e trabalhando para construir juntos um futuro sereno de colaboração, estabilidade e concórdia, com especial atenção aos mais pobres, que sofrem devido à difícil situação econômica. Por isso, rezo e convido-vos a rezar, confiando a nossa oração à intercessão de Nossa Senhora de Coromoto e dos Santos José Gregorio Hernández e Irmã Carmen Rendiles".
Sobre a tragédia ocorrida na Suíça, que vitimou 40 pessoas durante a festa de Ano Ano, Leão XVI manifestou proximidade e suas orações:
"Desejo expressar novamente a minha proximidade com todos aqueles que sofrem devido à tragédia ocorrida em Crans-Montana, na Suíça. Asseguro as minhas orações pelos jovens falecidos, pelos feridos e pelos seus familiares", rezou o Papa.
Encerramento do Jubileu da Esperança
No próximo dia 06 de janeiro, a Igreja celebra o encerramento do Ano Santo da Esperança, e o Papa Leão XIV fechará a Porta Santa da Basílica de São Pedro, a última porta romana a ser fechada.
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"Depois de amanhã, com o fechar da Porta Santa da Basílica de São Pedro, concluiremos o Jubileu da Esperança. E o Mistério do Natal, no qual estamos imersos, recorda-nos precisamente que o fundamento da nossa esperança é a encarnação de Deus. O Prólogo de João, que a Liturgia nos propõe também hoje, lembra-nos isso mesmo: 'O Verbo fez-se homem e veio habitar conosco' (Jo 1, 14). Com efeito, a esperança cristã não se baseia em previsões otimistas ou cálculos humanos, mas na escolha de Deus vir partilhar o nosso caminho, para que nunca estejamos sós na travessia da vida. Esta é a obra de Deus: em Jesus, Ele tornou-se um de nós, escolheu ficar junto de nós, quis ser para sempre o Deus-conosco", refletiu o Papa.
Acerca da humanidade de Jesus, o Santo Padre refletiu dois compromissos que os cristãos devem assumir: "um para com Deus e outro para com o ser humano".
Para com Deus:
"Se Ele se fez carne, se Ele escolheu a nossa fragilidade humana como sua morada, então somos sempre chamados a repensar Deus a partir da carne de Jesus e não de uma doutrina abstrata. Portanto, devemos sempre rever a nossa espiritualidade e as formas de expressar a fé, para que sejam verdadeiramente encarnadas, ou seja, capazes de pensar, rezar e anunciar o Deus que em Jesus vem ao nosso encontro: não um Deus distante que vive num céu perfeito acima de nós, mas um Deus próximo que habita a nossa terra frágil, se faz presente no rosto dos irmãos e se revela nas situações do dia a dia".
Para com o ser humano:
"O nosso compromisso deve ser igualmente coerente. Se Deus se tornou um de nós, cada criatura humana é um reflexo seu, traz em si a sua imagem, guarda uma centelha da sua luz; e isto convida-nos a reconhecer em cada pessoa a sua dignidade inviolável e a exercitar-nos no amor mútuo, uns para com os outros. Neste sentido, a encarnação exige também de nós um compromisso concreto com a promoção da fraternidade e da comunhão, para que a solidariedade se torne o critério das relações humanas; com a justiça e a paz; com o cuidado dos mais fracos e a defesa dos mais vulneráveis. Deus fez-se carne, por isso não há culto autêntico a Deus sem o cuidado da carne humana".
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