O saudoso Papa Francisco, já falava da necessidade de sermos uma Igreja em saída, uma igreja que vai ao encontro de todos, independente do local e da situação que o irmão se encontra.
Entre tantos exemplos de uma igreja em saída, que vive a sinodalidade diariamente, estão as pastorais, que são braços da igreja atuando em ambientes dentro e fora das paróquias.
Os agentes pastorais atuam em suas missões e atividades ajudando os religiosos na organização de serviços relacionados as paróquias e principalmente na missão de evangelizar os irmãos.
A Pastoral da Saúde é um exemplo de quem vive o evangelho em suas ações diárias. Ir ao encontro de quem está doente, ao acolhimento de familiares que buscam um consolo de Deus em um momento delicado, é uma das formas mais bonitas de seguir o exemplo de Cristo.
Marlene Sallete Marsaro, coordenadora nacional da Pastoral da Saúde no Brasil, explicou ao A12 como a pastoral atua nos hospitais.
“A Pastoral da Saúde atua nas unidades de saúde, sendo presença samaritana junto aos enfermos, levando acolhimento, escuta e apoio espiritual. Esse cuidado se estende aos familiares e profissionais da saúde. Durante o acolhimento, os agentes buscam atender o indivíduo de forma integral, nas necessidades físicas, emocionais e espirituais.”
Ela destaca que o trabalho da Pastoral da Saúde tem foco no bem estar do ser humano, independente das convicções ou credo.
“A Pastoral da Saúde é uma pastoral ecumênica, permitindo a participação de pessoas de todos os credos. Durante a visita não há distinção de credo religioso, etnia ou convicção política. As pessoas são acolhidas como ser humano.”
Esta é uma verdadeira caminhada sinodal em direção ao acolhimento daqueles que precisam, todos os agentes assumindo suas corresponsabilidades.
“A sinodalidade se reflete ainda na diversidade de pessoas que compõem a Pastoral da saúde. É composta por religiosos, leigos, profissionais de saúde e profissionais de outras áreas que se propõe a levar conforto e esperança aos enfermos e fragilizados.”
A Pastoral da Saúde está presente em todo o Brasil. De acordo com a coordenadora nacional, os agentes atuam nas próprias comunidades, conhecem a realidade local e adaptam as atividades conforme as necessidades de cada lugar.
O trabalho da Pastoral da Saúde vai além das visitas aos doentes nas unidades de saúde. Ela também atua nos domicílios e oferece apoio às famílias enlutadas.
“Cuidar das pessoas em momentos de fragilidade é um gesto de amor e fé. Ser agente da pastoral da Saúde é ser presença samaritana, levando escuta, esperança e apoio aos irmãos enfermos.”
Marlene Sallete deixa um convite a todos que se interessarem em participar da Pastoral da Saúde em sua comunidade.
“Todas as pessoas que se sentirem tocados a colaborar com o trabalho da Pastoral da saúde, poderão buscar informação junto a secretaria da Paróquia. Não é necessário ser profissional da saúde para ser um agente.”
A Pastoral da Saúde realiza seu trabalho em parceria com os profissionais de saúde. Não se trata de uma ação isolada, mas de um trabalho conjunto, que busca promover um cuidado mais humano. Além disso, incentiva o diálogo entre as famílias, a Pastoral da Saúde e a equipe de saúde.
Apesar do bonito e necessário trabalho da pastoral da saúde, os agentes também encontram desafios para cumprir sua missão.
“Temos realidades distintas em cada região do Brasil, porém as dificuldades mais frequentes são: falta de espaço adequado que permita acolhimento individualizado, conforme a necessidade de cada pessoa, falta de conhecimento, da parte dos gestores e responsáveis pela segurança, das leis brasileiras que garantem a Assistência Espiritual aos enfermos e privados de liberdade. A rotatividade de gestores das Unidades de Saúde é um agravante para o avanço do trabalho da Pastoral da saúde.”
:: Saiba mais sobre o caminho sinodal, acessando a12.com/sinodalidade
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