A história da Paróquia Sagrada Família em Cariacica (ES) começou a ser escrita em 1982, com a ocupação de um terreno que fazia parte da Fazenda Itahenga, antiga colônia dos hansenianos e uma das maiores do Brasil, que desde a década de 1950 acolhia pessoas vindas de diversas regiões.
A primeira capela foi dedicada a São Lázaro, em razão da realidade de extrema precariedade vivida pela população, da proximidade com a colônia dos hansenianos e com o Hospital Pedro Fontes, referência no atendimento às pessoas acometidas pela hanseníase.
As primeiras religiosas que chegaram junto a essa população em situação de marginalização foram as Irmãs Missionárias de São Carlos Borromeu, Scalabrinianas. Sua presença foi decisiva para o desenvolvimento social e religioso do bairro Nova Rosa da Penha.
Com coragem e dedicação, atuaram junto ao poder público na busca por melhores condições de vida para a população, lutando por moradia, saúde, educação, transporte e outros direitos fundamentais.
Foi nesse contexto de evangelização e compromisso social que nasceu, em 30 de dezembro de 1990, o Centro de Assistência Social Nova Geração, fruto da articulação da Igreja Católica, sob a coordenação das Irmãs Missionárias de São Carlos Borromeu e da Cáritas Arquidiocesana.
Criado para enfrentar a exclusão social presente no bairro, formado por assentamentos na década de 1980, o Centro tornou-se um importante instrumento de promoção humana, oferecendo apoio às famílias e oportunidades de desenvolvimento para crianças, adolescentes e toda a comunidade.
Devido ao crescimento das comunidades, em 1989, Dom Silvestre Luiz Scandian, Arcebispo de Vitória entre 1984 e 2004, desmembrou as comunidades do bairro Nova Rosa da Penha da Paróquia São João Batista, constituindo a quase-paróquia São Lázaro.
Nesse período, a administração pastoral esteve sob a responsabilidade do Pe. Amarílio Luiz Corradi, de 1999 a 2001.
Em 2 de dezembro de 2001, os Missionários Redentoristas assumiram a responsabilidade pelo pastoreio da quase-paróquia. Os pioneiros dessa missão foram os padres José do Carmo Zambom, Luciano Silveira Ivo e o irmão Domingos de Vasconcelos.
A Paróquia Sagrada Família foi oficialmente criada em 3 de dezembro de 2003. A celebração solene foi presidida por Dom Hélio Adelar Rubert, então Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Vitória, que deu posse ao primeiro pároco, Pe. José do Carmo Zambom.
Com a criação da nova paróquia, a comunidade que até então tinha São Lázaro como padroeiro passou a integrar a Paróquia Sagrada Família, que atualmente reúne 12 comunidades distribuídas em sete bairros:
Em continuidade ao compromisso da Congregação do Santíssimo Redentor com a promoção integral da pessoa humana, o Centro de Assistência Social Nova Geração passou a integrar oficialmente as Obras Sociais Redentoristas em 1º de julho de 2011.
Unidade conta com uma equipe interdisciplinar, formada por educadores sociais, psicólogo e assistente social
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A partir dessa nova etapa, fortaleceu sua atuação no atendimento em contraturno escolar para crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social, ampliando suas ações socioeducativas por meio de reforço escolar, oficinas de artes, música, esportes, informática e acompanhamento psicossocial às famílias.
O trabalho desenvolvido pelo Centro conta e continua contando com o apoio do grupo de senhoras do Centro Missionário Coração de Maria, cuja dedicação tem sido fundamental para a melhoria da estrutura física da instituição e para a continuidade do atendimento às crianças, adolescentes e famílias, transformando vidas por meio da solidariedade e da missão.
Atualmente, a comunidade religiosa da Paróquia Sagrada Família é composta pelos Missionários Redentoristas: Pe. Paulo Henrique Inácio, pároco; Pe. Tiago Samuel Nunes Ferro, vigário paroquial; e pelo Frater André Brisola Junior.
A Paróquia acompanha famílias em situação de vulnerabilidade social e oferece, além do acompanhamento espiritual, assistência material por meio da Pastoral Social Santa Dulce dos Pobres, expressão concreta da caridade cristã e do cuidado com os mais necessitados. Soma-se a isso o Centro de Assistência Social Nova Geração, que permanece como uma expressão concreta da missão redentorista de evangelizar promovendo a dignidade humana.
Muitos são os protagonistas dessa bonita história de evangelização e promoção social: presbíteros do clero secular, religiosos, religiosas e, sobretudo, os inúmeros leigos e leigas que assumiram com generosidade o compromisso com Jesus Cristo e seu Reino.
Ao longo das décadas, a missão evangelizadora caminhou lado a lado com a promoção da cidadania, fazendo da Paróquia Sagrada Família e do Centro de Assistência Social Nova Geração sinais concretos da presença de Deus entre os mais pobres e abandonados.
Assim, a Congregação do Santíssimo Redentor continua, em terras capixabas, anunciando a todas as pessoas que, em Jesus Cristo, a Redenção é abundante.
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