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COP 30 e a responsabilidade pela Casa Comum

Membro da Uneser reflete sobre a urgência da ação climática e a defesa intransigente da Ecologia Integral

Escrito por Uneser

21 NOV 2025 - 07H00

Shutterstock / DONOT6_STUDIO

A 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 30) encerra-se hoje (21) e o balanço dos debates e compromissos firmados em Belém do Pará reforça a urgência de uma ação climática global decisiva.

Neste contexto de encerramento, as reflexões presentes na encíclica Laudato Si' do Papa Francisco ganham uma relevância ainda maior, servindo como um farol moral para a responsabilidade que recai sobre todos nós em relação à nossa "Casa Comum".

.:: 10 anos da Laudato Si’ e o cuidado com a Casa Comum ::.

Inspirado tanto pela COP 30 quanto pela Laudato Si', o ex-seminarista redentorista Luiz Silvério Silva compartilha suas inquietações e a responsabilidade que, como cristãos e cidadãos, temos para com toda a criação divina.

Restaurar é cuidar de nossa Casa Comum

A Laudato Si', que completou 10 anos em 24 de maio de 2025, consolidou-se como um dos grandes legados do Papa Francisco e um dos documentos mais completos e sólidos sobre a questão ambiental de nosso planeta.

O texto nos trouxe um convite desafiador: "Lanço um convite urgente a renovar o diálogo sobre a maneira como estamos a construir o futuro do planeta. Precisamos de um debate que nos una a todos, porque o desafio ambiental que vivemos, e as suas raízes humanas, dizem respeito e têm impacto sobre todos nós".

Neste sentido, a Campanha da Fraternidade de 2025 propôs oportunamente a reflexão sobre a Ecologia Integral, destacando sua relevante importância e as consequentes ações concretas para que a sociedade enxergasse a beleza da criação e as necessidades socioambientais.

.:: Conheça a página da Campanha da Fraternidade 2026 ::.

Iniciativas louváveis foram tomadas em todo o país. Destaco o trabalho do Movimento dos Sem Terra (MST), que prestou um grande serviço à humanidade na defesa e preservação de nossa Casa Comum, ao apoiar e realizar de forma coletiva projetos de reflorestamento, plantio orgânico, como o do arroz, e o manejo de florestas (como defendia a Irmã Dorothy, assassinada por fazendeiros em fevereiro de 2005).

Reconhecemos que houve um esforço coletivo na defesa e preservação do meio ambiente no mundo, da mesma forma que também se manifestou o descaso e até a aversão para esta questão vital para a humanidade, seja por ignorância, ganância ou egoísmo.

Em relação à COP 30, esperávamos medidas concretas dos países para conseguir a redução do aquecimento global, o compromisso em garantir as metas de redução de emissões (gases poluidores), bem como lidar com as consequências tão desastrosas das mudanças climáticas, principalmente para populações vulneráveis.

Coube às instituições, às pessoas comprometidas com a defesa da vida, aos coletivos organizados e aos fóruns de defesa do meio ambiente acompanhar, propor sugestões e pressionar os Governos de todos os países, bem como as Organizações Internacionais ligadas à causa ambiental, para que ocorresse a defesa intransigente da Ecologia Integral.

O atual sistema econômico contamina, corrói e destrói a Terra, que não possui uma réplica. Ou preservamos nossa Casa Comum, ou pereceremos todos com sua destruição.

Como cidadãos e como cristãos, coube a nós todos, mulheres e homens, cuidar de nossa Casa Comum na perspectiva de uma Ecologia Integral, como nos convoca a Laudato Si': “É da responsabilidade dos cristãos a defesa da vida e do meio ambiente”.

add  Acesse a12.com/cop30 e fique por dentro de tudo sobre o tema

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