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51ª Semana Vocacional: Deus tem a iniciativa do amor

Talvez nunca antes na História, viveu-se num mundo de tantos ruídos, vozes, apelos, atrações: TV, celular, redes sociais. Assim, como é salutar que nos reservemos um mês no ano para, conscientemente, tomarmos certa distância crítica de tudo isso, e nos perguntarmos: qual voz quero ouvir? Se já a escolhi, estou dando-lhe a devida atenção? Está ela sendo um farol a me colocar na estrada e rumo certos? O que estou buscando à sua luz, está me preenchendo o coração, a alma, a vida?

Felizmente, temos uma luz que nunca nos deixa desnorteados: é nossa fé. E na fé, temos a Palavra de Deus: “Lâmpada para meus passos é tua palavra e luz no meu caminho” (Sl 119,105). E a Palavra-luz a iluminar este nosso presente tema é Mc 1,16-20. E como nos ilumina!




Imediatamente após seu batismo (v.9-11), então na força do Espírito, Jesus supera as tentações quanto à sua vida-missão (v.12-13). De tal modo as supera que, mesmo diante da prisão de João Batista, seu precursor (v.14a), sem o menor receio de sofrer a mesma sorte (prisão, repressão), inicia com coragem sua missão, que é proclamar “a Boa Nova de Deus” (v.14b). E qual é esta Boa Nova? ‘Completou-se o tempo, e o Reino de Deus está próximo. Convertei-vos e crede na Boa Nova!’ (v.15).

A Boa Nova é o “Reino de Deus”, mas o que é esse Reino? No versículo 1, na abertura de seu Evangelho, Marcos nos dá a resposta: “Início da Boa Nova de Jesus Cristo, Filho de Deus”. A Boa Nova, que é o Reino, é “Jesus Cristo, filho de Deus”. Jesus vem plantar a filiação divina no coração da humanidade: em meu, em seu, em nosso coração. Trazer para a terra, já antecipar para cá a vida-em-plenitude que um dia esperamos viver no seio da Trindade, como filhos/as do Pai no Filho pela ação do Espírito Santo.

“Completou-se o tempo”: o Reino é a promessa que Deus nos fizera e para a qual nos preparou nos séculos que antecederam a vinda de seu “Filho” encarnado, que é o Seu Reino em carne e osso.

E a vida-missão de Jesus fica bem mais esclarecida a partir da vocação que Ele dá a seus seguidores, sobretudo aos dois primeiríssimos, “Simão e o irmão deste, André”, que estavam “lançando as redes ao mar, pois eram pescadores” (v.16). E no chamado, sem muita introdução, já a missão: “Segui-me, e eu farei de vós pescadores de homens” (v.17). “Segui-me”, isto é, continuai-me, assumi esta que é por excelência minha própria missão!

Então, Jesus veio para pescar homens, “reunir os filhos de Deus dispersos” (Jo 11,52). Partiu do seio da Trindade, como o especialíssimo enviado do Pai: “Completou-se o tempo”! Sua missão traz o mais divino dos sinais, a universalidade onde nem sequer se imagina limitação, escolha e consequente acepção de pessoas. Veio para se lançar a pescar a inteira humanidade. E pescá-la para o Reino de Deus, do Pai.

Esse “Reino de Deus” ou “Boa Nova de Deus” “está próximo”: ao alcance das mãos, do coração humano. O que unicamente pode impedir de o possuir, é sua porta de acesso, a conversão: “Convertei-vos e crede na Boa Nova”: converter-se para assim unicamente poder crer. E crer é assimilar, é tornar sua essa Boa Nova ou o próprio Reino.

Pescadores de homens

Pescar homens, a inteira humanidade! Então, acolher ou não o Reino-Boa Nova de Deus acontece (ou não) diante do próximo, de todo outro que não seja eu mesmo. E devo converter-me de uma dessas duas atitudes ante o próximo: da indiferença, insensibilidade, cegueira; na prática, ele é um inexistente para mim. Ou desta atitude ativo-negativa, destruidora: faço dele alvo de minha ganância, exploração, mutilo-o! Vou assassinando-o nas atitudes de maldade ou nas omissões de bondade que tenho para com ele! Minha conversão vai colocar-me no estreito seguimento-continuidade de Jesus, de suas atitudes: “o Filho do Homem” – modelo de humanidade – “não veio para ser servido, mas para servir e dar sua vida em resgate por muitos” (10,45). Dar até a vida, não me pôr nenhuma condição, restrição na doação, na pesca de “muitos”, de todos!

A iniciativa é de Deus. É de Jesus que, movido por seu próprio coração, inaugura seu ministério messiânico, pescando os primeiros “homens” para o Reino, e já os fazendo igualmente pescadores de homens, de seus irmãos. Assim, aquela divina iniciativa amorosa faz, e precisa fazer parte da vocação-missão de seus homens pescados e transformados em pescadores de homens. Não esperarmos que os peixes venham às nossas redes! Mas, irmos a eles, ou antes, estarmos sempre à procura deles! Encarnarmos o mais profundo anseio de Deus: “Ele quer que todos sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade, “pois há um só Deus e um só mediador entre Deus e a humanidade: o homem Cristo Jesus” (1Tm 2,4-5).

A “verdade” é sua Boa Nova, seu Reino. Em nossa vocação-missão, tentarmos prolongar igualmente essa mediação única de Jesus em favor da humanidade, de nossos peixes através de nossa entrega, doação, dedicação o mais possível semelhantes às d’Ele mesmo.

Sim, não nos esqueçamos: fazermo-nos “pescadores de homens” é parte integrante da acolhida da Boa Nova, do Reino de Deus: só de fato acolho o Reino se me ponho a serviço do mesmo, de sua implantação até os confins da terra, se me lanço à pesca! E a conversão é a única porta de acolhida do Reino em sua completude: uma vez pescados, assumirmo-nos como “pescadores de homens” para o mesmo Reino!

Para refletir: 

1. Que conversão se exige para se acolher a Boa Nova, o Reino de Deus?

2. Em sua vivência da Boa Nova, você vive a iniciativa divina de estar sempre à procura de pescar irmãos(ãs) para esse Reino?

3. A voz que estou ouvindo e seguindo está me deixando o coração satisfeito?

Pe. Domingos Sávio da Silva
Missionário Redentorista

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