Por Secretariado Vocacional Redentorista Em Notícias Atualizada em 03 AGO 2020 - 16H04

51ª Semana Vocacional: Responder com amor ao Amor que nos chama

Desde a primeira página da Sagrada Escritura vemos a ação amorosa de Deus. Ao criar, concluía que tudo era bom. O homem e a mulher foram criados à imagem e à semelhança de Deus. Receberam a missão de dar nome e de cuidar da obra prima do Criador.

O profeta Oséias nos fala do amor de Deus que seduz, que conduz ao deserto, que fala ao coração. São João, no Novo Testamento, nos mostra a intimidade do coração do Senhor: Deus é amor.

Nas bodas em Caná da Galileia, faltou o vinho. Casamento é expressão de amor, é lugar de encontro no amor. O vinho era expressão de um sentido maior. Ao faltar vinho, faltava a alegria, faltava o amor. Aquele casamento estava fadado ao fracasso... Ali Jesus realizou o seu primeiro sinal: fez transbordar o amor!





O Amor não sabe ser ou fazer outra coisa que não seja amar.
Somos fruto do amor de Deus! Com amor fomos desejados, desde antes do útero de nossas mães, com amor fomos gerados, com amor nascemos, com amor nos tornamos gente, no amor vivemos e é por amor que temos prometida a vida eterna em Deus. O amante (Deus) não quer perder nenhum dos seus amados (nós!). Ele nos prometeu que na sua casa nos prepararia uma morada. Para ali chegar Ele mesmo se mostrou caminho, verdade e vida.

Ainda que as experiências de nossa vida impeçam que percebamos este amor, ele está na raiz de nosso ser. Muitas vezes as feridas causadas pelo desamor são profundas e a sensação é que nunca fomos amados. Porém, na essência de todo o ser humano está o amor misericordioso de Deus. Precisamos redescobri-Lo.

Este amor não é um sentimento ou uma ideia. É uma pessoa concreta: JESUS CRISTO. Ele se fez homem para nos salvar, Ele é a luz que veio ao mundo para iluminar os corações que estavam obscurecidos e esquecidos de amar. Ele é o perdão e a misericórdia que não se cansa de nos alcançar para nos perdoar e ajudar-nos a dar o perdão. Ele veio ao mundo para mostrar-nos que nossa real dignidade e condição é a de sermos n’Ele, filhos de Deus, amados pelo próprio Deus, cidadãos do céu.

É este amor que impulsionou Jesus a curar os doentes, libertar os cativos, dar vida aos mortos, ir ao encontro dos excluídos, tocar com carinho nos marginalizados. Foi um olhar de amor que fez com que Pedro e os outros discípulos deixassem tudo para trás e seguissem o Mestre.

Somente por amor podemos entender o escândalo da cruz: ninguém tira a vida de Jesus, Ele a dá livremente. O amor traz a liberdade de entregar a própria vida pelo amado. Nós somos os amados de Jesus. Por nós Ele entregou sua própria vida.

É este mesmo amor que impulsiona a vida de tantos homens e mulheres em nossa história a serem profetas do amor: a curar, libertar, tocar com carinho nos necessitados, anunciar o bem e denunciar o mal.

É por causa deste Amor que muitos entregaram e entregam a vida no martírio cotidiano do sofrimento, do trabalho, do silêncio, do anonimato, da fidelidade na luta em prol da paz, da justiça, da saúde, do bem. Muitos repetiram e repetem ao extremo o gesto do Senhor, quando não se intimidam e entregam até o próprio sangue por Aquele que primeiro se imolou por nós. São muitos os mártires que entregam a vida. O Papa Francisco afirma várias vezes que eles são hoje mais numerosos que no tempo dos primeiros cristãos.

Este é o sentido de nossa vida: responder com amor ao Amor que nos chama.

No mais profundo do nosso ser está uma sede de algo que nos plenifique. Este “algo” não é uma coisa, é um “alguém”. É Jesus Cristo! Inquieto fica o nosso coração enquanto não se deixa saciar por Deus. Fora de Deus experimentamos muitas propostas e prazeres. Fora de Deus cresce a angústia, o vazio e a solidão.

Deus é amor. No amor de Deus somos plenificados. Nosso coração tem sede de Deus. E Deus nos atrai ao seu amor. Ao nos criar por amor, Deus nos fez livres. O amor é a mais plena demonstração de liberdade.

Por causa do mau uso da liberdade muitos optam por caminhos de destruição e de morte. Sofrem e fazem sofrer. Fecham-se num egoísmo que envaidece e mata. Acumulam e perdem a capacidade de repartir. Buscam os prazeres e não se satisfazendo, chegam ao cúmulo do absurdo de tornarem o outro objeto.

É preciso “voltar para Nazaré”. A humanidade precisa voltar ao Amor. Jesus voltou com Maria e José para sua casa e ali cresceu em estatura e graça. Em Nazaré Jesus experimentou o amor de seus pais e pode partilhar o seu amor. A humanidade precisa redescobrir sua vocação ao amor e “voltar para Nazaré”, ou seja, voltar para a essência que Deus sonhou desde toda a eternidade para nós.

Deixemo-nos conduzir por Maria e José nesta viagem de volta para reaprendermos que o sentido da vida está em Jesus. Com Ele aprendemos que há mais sentido em dar, do que em receber, em perdoar, do que ser perdoado, em compreender, do em que ser compreendido, em morrer para viver para a vida eterna.

Voltemos para Nazaré para que na escola da Sagrada Família reaprendamos o valor do trabalho, da convivência, da oração e do descanso; reaprendamos que é preciso ter um coração de pobre, desapegado de si mesmo para que Deus possa ser tudo em todos.

Na escola de Nazaré poderemos reaprender que uma resposta de amor se dá na mansidão de quem não põe sua confiança na força das armas, mas na força do diálogo, da justiça e do perdão. No amor, a pureza de coração é a bandeira de quem vê a Deus na simplicidade, na ternura e na vivência fiel de seu estado de vida e vocação. No amor se constrói um coração pacífico, não passivo nem omisso, mas promotor da paz. No amor se suporta a calúnia, a perseguição e as lágrimas, porque os amados reconhecem que a recompensa de quem ama é a vida eterna.

Amar do jeito de Jesus nos faz felizes!

Para refletir:

1. Relembre algum fato de sua vida que te fez perceber-se amado. Traga à memória as pessoas que fazem parte de sua história que semearam e semeiam o amor no seu coração.

2. Você já fez a experiência do desamor? Alguma vez as feridas de sua vida falaram mais alto e te tentaram a desacreditar no amor?

3. Já parou para pensar no amor infinito de Deus que deu a vida por você? Você sabe que também é chamado a amar assim? Que tal começar com pequenos gestos de amor com aqueles que estão próximos de você.

Pe. Renan Rangel dos Santos Pereira
Reitor do Seminário Missionário Bom Jesus
Arquidiocese de Aparecida

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