Por Pe. José de Lima Torres, C.Ss.R Em Notícias Atualizada em 18 JAN 2019 - 16H21

Sou atuante na comunidade mas ainda falta algo. Tenho vocação?

O serviço na Comunidade é muito importante para a realização de toda pessoa cristã. Ao colocar-se em atitude de serviço, vamos descobrindo os espaços e as necessidades urgentes da Comunidade. Como é bom estar envolvido num projeto grandioso onde a pessoa principal é Jesus! Sabemos que trabalhamos com Ele, para Ele e por Ele; por isso enfrentamos situações difíceis e até incompreensões, mas continuamos firmes. E dá gosto sentir-se pertencente a uma comunidade eclesial!

:: Tenho medo de deixar tudo para seguir a vocação religiosa. O que fazer?

De repente, descobrindo-se envolvido nesta dinâmica, o rapaz ou a moça sente que é muito bom viver em comunidade; que poderia dar mais dos seus esforços; que poderia até voltar toda a sua vida para que aquela comunidade cresça; ou (por que não?) abdicar, renunciar o casamento e os bens materiais para viver intensamente essa doação constante. O serviço à comunidade foi exercitando os espaços do coração e aquele jovem ou aquela moça sente que seu coração "enlargueceu", se avolumou, expandiu-se; sua visão do Reino se ampliou, sua vocação de servir desenvolveu-se: seu batismo tem novo sentido!

E agora? É para ser padre? Vai ser freira? Ou consagrar-se numa comunidade de vida ou de aliança?

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Este é momento primoroso, pois é o começo do tempo de Deus (Kairós), momento de discernimento, quando precisamos ouvir a voz de Deus e decidir o caminho. A escolha será sempre do "sujeito", pois Deus não impõe nenhum caminho a seus filhos. Ele nos pede para servir e cada um, de acordo com suas habilidades, virtudes e limitações, faz suas escolhas.

Portanto, o gosto de servir deve ser experimentado por todos os cristãos. E, para seguir a vida religiosa ou sacerdotal, é imprescindível saber servir e amar, ter um coração dilatado, expandido, grande, em que caibam todos os homens e mulheres, especialmente os que foram abandonados pelos corações pequenos, que nunca aprenderam a amar e servir.

Escrito por
Padre José de Lima Torres, C.S.s.R
Pe. José de Lima Torres, C.Ss.R

Alagoano de Palmeira dos Índios. Em 1990 terminou o ensino médio e mudou-se para São Paulo (SP) em busca de trabalho. Em terras paulistanas, buscou acompanhamento vocacional na Congregação Redentorista. Viveu 16 anos como irmão religioso e, então, optou por fazer o pedido para a ordenação presbiteral, sendo ordenado em 2014. Foi diretor de projetos do Portal A12.com, integrou a equipe da Pastoral Vocacional Redentorista e atualmente atua como Secretário Provincial da Província de São Paulo.

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