Por Thamara Gomes Em Notícias

Testemunho Vocacional: seminarista Rimar Diniz

Contiando nossa série de testemunhos vocacionais, vamos conhecer melhor a história de vida do seminarista Rimar César Diniz. O jovem está naetapa de formação denominada postulantado, cursando o segundo ano de filosofia na PUC-Campinas.

1- Com quantos anos teve o primeiro contato com os redentoristas e aonde?

Foto de: arquivo pessoal

Rimar César Diniz

Meu primeiro contato com os redentoristas aconteceu durante a peregrinação de minha família ao Santuário de Nossa Senhora Aparecida ocorrida uma vez ao ano. Os meios de comunicação também foram um importante veículo para que eu conhecesse a congregação do santíssimo redentor.

2- Com quantos anos entrou para a congregação como seminarista? E há quanto tempo está na formação?

Fui admitido em 2009 no seminário menor da congregação redentorista, em Aparecida, para cursar os dois últimos anos do ensino médio, aos quinze anos. Estou prosseguindo para o quinto ano do processo de formação e de discernimento.

3- Como você percebeu que tinha vocação para a vida missionária e como aconteceu seu chamado?

 

Jovem, não tenha medo de se silenciar diante das vozes do mundo para ouvir e identificar a voz de Deus.

Nasci no seio de uma família de tradição católica da pequena cidade de Bocaina de Minas (MG). Foi no “colo” dos meus pais e avós que aprendi as primeiras orações. Por volta dos meus seis anos, Roberto, meu primo, foi admitido no seminário arquidiocesano de Juiz de fora (MG). Nesse período, comecei também a dizer que queria ser padre. Aos sete anos, dei início à preparação para a primeira eucaristia e, com isso, me envolvi ainda mais com a comunidade. Tudo era novidade e muito atrativo. Agradava-me muito participar das celebrações e outros eventos da igreja mesmo que ainda não me envolvesse efetivamente com as pastorais por conta de certa timidez.

Foto de: arquivo pessoal

No Rio, para a JMJ 2013

Em 1984, aconteceram as missões populares redentoristas em minha cidade. Esse evento marcou profundamente minha família. Meus pais sempre me contavam, com entusiasmo, sobre aquele momento de animação missionária. Falavam do jeito simples e acolhedor dos redentoristas. Foram coisas simples, mas que fizeram muita diferença para o meu processo de discernimento. Ao alcançar um pouco mais de maturidade dizia para mim mesmo: “se um dia eu for padre, quero ser redentorista. Eis um estilo de vida que me atrai pela simplicidade”. Ao iniciar o acompanhamento vocacional juntamente ao secretariado vocacional minha admiração aumentou ainda mais a partir da leitura de textos que refletiam sobre o zelo apostólico de Santo Afonso e São Geraldo Majela. Outro aspecto fundamental para o chamado de Deus a mim para a vida missionária foi a desigualdade social. Mesmo nascendo em uma cidade do interior, onde aparece pouco o limite das classes sociais, angustiava-me a injustiça e a miséria. Jesus cumpriu sua missão justamente “nadando contra a onda” e é desse modo que eu via e vejo a missão da igreja.

 

 

 

4- Quais são os principais desafios para se aceitar o chamado á vida religiosa?

 

A vocação, seja ela qual for, é um chamado de Deus. É dom gratuito do Pai!

Ouvir a voz de Deus no mundo contemporâneo é um grande desafio! São muitos os chamados que atraem a nossa atenção. Comigo não foi diferente. Dizia que queria ser padre, mas havia muitas outras oportunidades. Quando amigos ou conhecidos souberam que eu queria entrar no seminário me questionavam dizendo: “você é jovem, deixa disso. Padre não pode se casar”. E ainda outros: “qual é o salário do padre? Ganha bastante? Você é estudioso. Faça uma faculdade que dê lucro”. A vocação, seja ela qual for, é um chamado de Deus. É dom gratuito do Pai! Ele nos propõe livremente e nós devemos responder a esse chamado em mesmo grau de liberdade. Recordo-me de meu pai no dia que deixava minha casa para morar no seminário: “Filho, você está indo livremente. Foi você quem escolheu. Jamais abandone seu direito de escolha. Somente quem é livre pode ser feliz”. Dessas palavras levo em meu coração que qualquer missão que nós, enquanto seres humanos, assumirmos, seja médico, advogado, pai de família ou padre, deve ser para valer. Enquanto cristãos, somos chamados a sermos sal e luz no mundo. Com as palavras do papa Francisco: “Jovens, não tenham medo de serem revolucionários”.

5- O que mais te encanta na vida missionária?

Foto de: arquivo pessoal

Participação na JMJ Rio 2013

A vida missionária exige desapego. Jesus nos alerta que a porta do céu é estreita. Devemos deixar de lado todo peso que aprisiona e nos deixa para trás na longa estrada da vida. Muito me encanta, na vida religiosa missionária, aqueles que assumem, para valer, a missão. A disponibilidade, o desapego, a oração, o amor e a atenção ao povo são valores fundamentais para o religioso. Outro aspecto indispensável é a coragem. Coragem para “navegar contra a onda!” Para fazer a diferença! Essa talvez seja a virtude mais difícil. Ela exige constantemente ser regada pela oração. Somente a oração, isto é, o olhar voltado totalmente para Cristo, poderá mantê-la viva para a missão. Jovem! Não tenha medo de se silenciar diante das vozes do mundo para ouvir e identificar a voz de Deus. Se livre for, vocação acertada, vida feliz!

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