Por Secretariado Vocacional Redentorista Em Notícias Atualizada em 23 AGO 2018 - 08H15

Vocação Sacerdotal: Coragem para seguir o chamado

Para pensar e refletir sobre o tema proposto, Vocação Sacerdotal - coragem para seguir o chamado, precisamos nos servir do texto sagrado como principal fonte de inspiração e discernimento, para uma resposta de fé ao chamado de Deus, sobretudo ao sacerdócio nos tempos atuais. Vamos até Mc 10, 20-22, que retrata o Encontro de Jesus, o Eterno e Sumo Sacerdote (cf. Hb. 5,1-14), com o jovem rico: “Jesus o fitou e o amou” (cf. Mc. 10,21).

:: Qual a diferença entre padre diocesano e padre religioso?

Seria um chamado ao sacerdócio? Teria aquele jovem recebido um convite explícito da parte de Jesus para o seguir no caminho? E por que não foi? Parecia tão dedicado aos mandamentos, tão fiel! Além disso, Jesus lhe demonstrou um carinho especial, notado por todos a seu redor. Então, o que houve?

Sim, Jesus chamou aquele jovem para o seguir de perto e apontou o caminho: “Só te falta uma coisa”. Não deixou de reconhecer suas virtudes, seus talentos, sua vontade em cumprir os mandamentos, mas Aquele que nos conhece por dentro (I Sm. 16,7-23) nos pede sempre mais, nos incita a coragem: “Vai, vende o que tens, dá aos pobres e terás um tesouro no céu”! E fez o convite sedutor, tentador e mais sincero que aquele jovem jamais ouvira: “Depois disso, vem e segue-me”!

arquivo pessoal
arquivo pessoal
Pe. José Carlos Pontes Jr, Missionário Redentorista, em missão além-fronteiras em Moçambique.

Este texto bíblico, relatado também em Mateus e Lucas, é um daqueles momentos na vida de Cristo que ficamos a nos perguntar: “Por que saiu triste? Por que cabisbaixo"? (cf. Mt. 19,22). Porque riqueza material não é sinônimo de felicidade e realização pessoal, poderíamos dizer. Pois bem! Teoricamente, sabemos disso; aquele jovem também sabia, mas a prática de sua vida o dizia o contrário: estava preso a seus bens, escravo deles; só se sentia seguro cercado de bens e “sufocado” por eles. Um vício, talvez, ou quem sabe o medo de não dar certo, a incerteza, a dúvida, tão comuns nesta fase áurea da vida que é a juventude.

Traduzindo para o contexto que se nos é proposto: Ser padre ou não? Deixar tudo ou “quase” tudo? Vale a pena? Não é perigoso? Certamente, aquele jovem saiu daquele encontro pensando: O que tem mais valor na vida? Por que minhas riquezas não me dão alegrias; ao contrário, me fizeram sair triste e Ele, “que não tem onde reclinar a cabeça”, está sempre feliz, apesar das dificuldades, cercado de pessoas, amigos, pobres e ricos? Não sabemos o que lhe aconteceu; sabemos que Jesus o deixou partir...

:: Ser santo hoje, é possível?

Caros Jovens, faltou coragem àquele colega de vocês do Evangelho para seguir o chamado. Isto não pode lhes faltar! Quando se fala em coragem, descrevemos aqui uma virtude que não é sinônimo de irresponsabilidade, inconsequência ou alienação. A coragem que aqui ressaltamos, significa confiança e entrega nos braços da providência divina. É sobre isso que pedimos: coragem!

Em junho de 2017, o Papa Francisco recebeu no Vaticano um grupo de Jovens Sacerdotes e os encorajou a “permanecerem abertos às surpresas de Deus”. Ou seja, a arriscarem-se pelo Senhor, a não terem medo do que fica para trás. Sacerdócio é isso: resposta de fé, doação plena, do seu tempo, dos seus talentos. É luta pra ser mais para a Igreja, para o povo e para Deus. É pensar um pouco menos em si, no que se “perde” (se é que se perde), para dar lugar às “águas profundas”.

Pe. Aloísio Mota
Missionário Redentorista

Fonte: Livro: Não esqueçam o melhor: reflexões do cotidiano. Autor: Anselm Grün

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