“Ouvir os apelos de Deus na nossa vida.
Há tempo
Eu caminho sobre um rio de areia...
Aonde quer que eu vá, onde eu esteja
A lua toca sua flauta...
O Senhor lança estranhos apelos...
Eu me inclino à proteção do Senhor
Que possui o sinal da minha vida...”
Acolhemos solenemente o mês de agosto fazendo memória de Santo Afonso Maria de Ligório (01 de agosto de 1787), bispo e doutor da Igreja, fundador dos Missionários Redentoristas e, como Igreja, pedras vivas e preciosas, iniciamos esse mês de agosto - que é dedicado especialmente à reflexão e à celebração das vocações. É um mês denominado vocacional, ou seja, evoca, ressoa dentro de nós a palavra VOCAÇÃO.
Tudo começa secretamente no coração (lugar do expirar divino e inspirar humano) da gente, de cada pessoa. E diz um poeta que a maior alegria do ser humano é ter nascido com vocação! Daí nasce uma, duas ou muitas outras perguntas:
Faz sentido essa afirmação nas profundezas do seu coração? Em que lugar Deus me chama a florescer como gente, como pessoa? Qual a finalidade do meu existir? Qual o sentido da minha vida? O que gosto de fazer? O que sei fazer? Com qual profissão me darei bem na vida? Qual é a minha vocação? A que sou chamado? Quem chama? Que sentido pode haver no trabalho que desejo realizar?
Quantas perguntas! Quantas inquietações! Isso é sinal de vida, pois a vida é movimento que vem de dentro num ritmo e rito de perguntas e respostas que desinstalam em nós sempre mais vida. Recordo-me das palavras da poetisa mineira, Adélia Prado, dizendo que “cada resposta engendra vácuos novos clamando por novas luzes, é sempre assim, sem termo”.
Eis, pois, esse tempo favorável do mês de agosto para lembrar, agradecer e rezar pelas diversas formas de vida e serviço que enriquecem nossa Igreja e nossa sociedade. O mês vocacional nos convida a refletir sobre a importância de cada vocação e a como podemos responder ao chamado de Deus em nossas vidas. Um detalhe importante: nosso querido Santo Afonso, considera a escolha da vocação como a "roda-mestra" da vida, comparando-a com a roda principal de um relógio. Ele dizia que se essa "roda-mestra" está errada ou danificada, o relógio (a vida) funciona mal, ou seja, a escolha da vocação errada pode desorganizar toda a vida.
A vocação, nesse sentido, é crucial para a orientação e realização da vida plena, substanciosa, descobrir o prazer de ser e existir servindo, amando, gerando vida, mas sempre impulsionado pela multiforme graça de Deus, visto que sem mim, diz Jesus, nada podeis fazer (Jo 15, 5). Assim, a vocação é chamado divino e resposta dadivosa que se faz missão na liberdade de filho (a) de Deus.
A generosidade da resposta do profeta Isaías foi plena, determinada, inteira, mesmo tendo consciência de seus limites e dons! Ao ler a passagem do texto bíblico – a vocação de Isaías - veremos que o profeta tinha plena consciência de que era um “homem de lábios impuros” e de “morar no meio de um povo de lábios impuros” (Is 6, 5), todavia, mesmo conhecendo as suas fragilidades e os seus limites, se abandona sem reservas e responde ao “Totalmente Outro”: “aqui estou! Envia-me!” (Is 6, 8).
A resposta do profeta Isaías parece criar eco na resposta livre e humilde da virgem Maria, diante da visita do anjo Gabriel: “eis aqui a serva do Senhor! Faça-se em mim segundo a Sua Palavra!” (Lc 1, 38). Esta resposta é a fonte de uma alegria indizível e eterna. É um sim lúcido que ecoa de dentro e se coloca em total disponibilidade ao agir de Deus que chama e confia em cada pessoa chamada. Ora, o profeta Isaías reconhece que o Deus que ele experimentou e conheceu está sempre pronto para vir em nosso socorro e purificar os lábios de toda a impureza. Um Deus que chama, confia e envia para uma missão.
Penso que a vida e a vocação do profeta Isaías nos inspiram e nos ajudam a descobrir o caminho de um bom discernimento, indicando-nos alguns passos essenciais para a nossa vida. Coragem! Não permaneça na dúvida: leia Isaías 6, 1-13. Quem enviarei? Quem irá por nós? Boa meditação!
Em síntese, “a vocação realiza-se hoje! A missão cristã é para o momento presente! Cada um de nós é chamado – à vida laical no matrimônio, à vida sacerdotal no ministério ordenado, ou à vida de especial consagração – a ser testemunha do Senhor, aqui e agora”, dizia o nosso querido Papa Francisco.
Pe. Mauro de Almeida
Missionário Redentorista
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