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Campanha "Feminicídio Nunca Mais" reforça proteção às mulheres; confira no TJ Aparecida

A iniciativa foca na conscientização por meio do esporte junto à Copa do Mundo Feminina no Brasil em 2027

Escrito por TV Aparecida

05 MAR 2026 - 16H07

Uma em cada oito mulheres vítimas de feminicídio, antes da letalidade, já tinha conseguido uma medida protetiva de urgência contra o agressor. Dados como esse apontam o nível de violência contra as mulheres no Brasil, por conta disso, a campanha nacional “Feminicídio Nunca Mais” foi lançada com o objetivo de ampliar o combate à violência e mobilizar a sociedade para a prevenção desse tipo de crime. O TJ Aparecida trouxe mais informações sobre a ação e outros detalhes.

A iniciativa reúne organizações internacionais, entidades nacionais e o Governo Federal, além de contar com a visibilidade do futebol como ferramenta de conscientização, especialmente diante da realização da Copa do Mundo Feminina no Brasil, em 2027. A proposta é aproveitar o alcance do esporte para reforçar a mensagem de que a violência de gênero é crime e precisa ser combatida coletivamente.

Estela Bezzerra, Secretária Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres, destacou que o futebol pode ser um importante aliado na transformação cultural da sociedade: “O futebol é uma expressão muito importante da cultura do nosso país. A gente já tinha identificado que o futebol era um grande vetor para a transformação da nossa cultura e valorizar o futebol feminino, que é justamente onde as mulheres têm uma grande desigualdade.”

Além da promoção da conscientização, a campanha também busca valorizar o futebol feminino e evidenciar as desigualdades enfrentadas pelas mulheres no esporte como um todo.

“Quando a gente observa as desigualdades entre mulheres e homens no nosso país, o principal esporte praticado no nosso Brasil é o futebol. Isso revela esse contraste, que vai desde os salários desiguais até os investimentos em campos de futebol destinados às mulheres. Então, a campanha visa dois vetores. Primeiro, valorizar o futebol feminino, que é um lugar onde as mulheres brasileiras demonstram grande habilidade, apesar do baixo investimento. Segundo, a divulgação de que a violência contra as mulheres é um crime e deve ser reprovado pela sociedade como um todo”, complementou a especialista.

O enfrentamento ao feminicídio exige um conjunto de políticas públicas e ações articuladas entre diferentes áreas, nos quais está agregada a outros indicadores. Assim, para diminuição da violência e do feminicídio são necessárias ações de segurança pública, prevenção e fortalecimento das mulheres nas comunidades. Entre as medidas em andamento estão ações de prevenção nas escolas, ampliação da rede de acolhimento e políticas de reparação para vítimas.

“Pretendemos que todo o Estado tenha a Casa da Mulher Brasileira, mas também a Delegacia Especializada das Mulheres em municípios acima de 10 mil habitantes, além dos centros de referência. Como o CRAS, que é a política de assistência, uma porta de entrada da assistência quanto a porta de entrada da saúde e o reconhecimento daquelas mulheres que não tiveram a coragem e o estímulo para fazer a denúncia. Porém, procuram esse serviço, para assim podermos interromper o ciclo da violência antes que se transformem em feminicídios. E, por fim, a reparação”, destacou.

Para mais informações e detalhes sobre o assunto, acompanhe a reportagem do TJ Aparecida na íntegra:

“TJ Aparecida”, de segunda a sexta-feira, às 16h45

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