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Tempo de Espera: como é escolhido um Arcebispo; confira a reportagem do TJ Aparecida

Em entrevista ao telejornal da TV Aparecida, Padre André Gustavo de Sousa explica os passos do processo

Escrito por TV Aparecida

26 FEV 2026 - 16H16

A Arquidiocese de Aparecida vive um momento de expectativa com a iminente nomeação de um novo Arcebispo. O atual titular, Dom Orlando Brandes, apresentou seu pedido de renúncia, conforme determina o Código de Direito Canônico (CDC) da Igreja Católica.

De acordo com CDC, quando um Bispo completa 75 anos ele deve apresentar a sua carta de renúncia ao Papa. Assim, fica a critério do Santo Padre aceitar imediatamente ou prorrogar o exercício do ministério por mais um tempo. O que ocorreu com o Dom Orlando Brandes, em 2023, com Papa Francisco prorrogando sua missão como Arcebispo Metropolitano de Aparecida até que completasse 80 anos, em 2026.

Em entrevista ao TJ Aparecida, o Padre André Gustavo de Sousa, membro da Paróquia Nossa Senhora Aparecida e São Benedito, explicou como funciona a escolha para o cargo: “A nomeação de um novo Arcebispo vem do Papa, mas com a ajuda da Nunciatura Apostólica, que é como a Embaixada do Vaticano no Brasil. Então o núncio, junto ao Arcebispo, faz as pesquisas do perfil do futuro nome, baseado da realidade da Diocese ou da Arquidiocese. E manda o nome para ser aprovado pelo Vaticano. Lá eles vão analisar as indicações e ver quem melhor se ajusta para abraçar essa missão.”

A escolha do novo Arcebispo também ressalta a relevância institucional da Arquidiocese de Aparecida, que apesar de possuir o menor território do país, tem grande projeção nacional por sediar o Santuário Nacional e integrar a província eclesiástica formada por cinco dioceses do Vale do Paraíba: Aparecida, Lorena, Taubaté, São José dos Campos e Caraguatatuba.

Em relação a aposentadoria do Dom Orlando, ao deixar o governo pastoral da Arquidiocese, ele passa à condição de Arcebispo Emérito, mantendo o título, mas sem as responsabilidades administrativas da função. Não se trata de transferência para outra Diocese, e sim de um processo natural de sucessão dentro da estrutura da Igreja.

Segundo o sacerdote, o Arcebispo exerce a tríplice missão confiada aos apóstolos: ensinar, santificar e governar. “O Bispo é o sucessor direto dos apóstolos. Ele participa da missão de ensinar, pregar a Palavra de Deus, santificar o povo e pastorear”, afirmou.

Após o anúncio oficial do novo nome, inicia-se um período de preparação para a posse. Nesse intervalo, o atual Arcebispo trabalha como administrador apostólico até a chegada do sucessor. A cerimônia de início do ministério costuma ocorrer cerca de um mês após a nomeação. Enquanto aguarda a decisão do Papa, a Arquidiocese mobiliza os fiéis em oração:

 “Rezamos para que aquele que venha seja segundo o coração de Jesus e venha com um coração de pastor”, concluiu.


“TJ Aparecida”, de segunda a sexta-feira, às 16h45

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