Por Pe. Antonio Clayton Sant’Anna – CSsR. Em Artigos

A Igreja tem o selo mariano para escutar e viver a Palavra

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Na origem da revelação de Deus na Bíblia está a sua Palavra: “No princípio Deus criou o céu e a terra… Deus disse: faça-se a luz… Deus disse: faça-se um firmamento… Deus disse: a terra produza seres vivos… etc.” E vai enumerando as obras da Palavra criadora de Deus. O primeiro conceito da Bíblia sobre Deus é esse: a Palavra que tudo faz!

Tudo existe porque Deus ‘fala’, isto é, se comunica, se revela, se dá a conhecer. Os segredos da natureza guardam os vestígios as pegadas da sua “fala”. Resumindo, a Palavra de Deus é o sopro da vida! Deus soprou aquilo que Ele é: Ele é a vida! A vida é incompreensível sem o sopro divino da Palavra criadora. Se o mundo e a vida fossem obra do acaso e da simples matéria, o acaso e a matéria explicariam o amor, o desejo da felicidade, o anseio pelo infinito presente no coração humano? Mais que uma forma de poder, Deus comunicou-se e veio partilhar conosco o seu amor infinito!

O salmo l9, 4 reza: ‘Por toda a terra difundiu-se a sua voz e aos confins do mundo chegou sua palavra”. O salmista assim rezava antes de Jesus chegar.

A expressão: ‘confins do mundo’ se aproxima daquela outra: ‘plenitude dos tempos’. Jesus é a Palavra final da comunicação divina em seu amor. Quando chegou a plenitude dos tempos Deus enviou seu Filho que, nascido de mulher e sujeito à lei, libertou os que estavam a ela sujeitos dando-lhes a adoção filial. (Gálatas, 4,4). Jesus é o Verbo: sopro do Espírito e carne de Maria! Filho Unigênito do Pai e da carne e sangue de Maria, Filho e mãe partilham a mesma humanidade. A mãe aceitou gerar em seio virginal o profundo mistério da Palavra e para tanto foi pré-redimida: mulher bendita entre todas as criaturas. Desde então ela se tornou discípula, aprendiz, servidora e referência de amor fiel no seguimento de Jesus.

Qualquer reflexão sobre a prática do discipulado nos leva de imediato à pessoa de Nossa Senhora e ao seu papel na missão de Jesus e da Igreja. Por isso, hoje se reflete, se estuda, se reza muito envolvendo Maria, inspirando-se em seu perfil de fé, considerando-a discípula-modelo, a discípula mais perfeita do Cristo. Jovem mulher do seu tempo, unida a seu povo compartilhou os ideais de justiça, as esperanças dos mais pobres, as alegrias e as angústias da peregrinação na fé. Profundamente sintonizada com a revelação do Senhor proclamou as obras maravilhosas do seu amor salvador, foi protagonista da contemplação e da ação missionária. Desde os inícios da Igreja a Virgem do SIM está posta como a guia, e mestra do discipulado. Ou seja, para seguir Jesus, ser e agir como sua Igreja no mundo, precisamos nos apoiar e imitar a qualidade de fé vivida por Nossa Senhora. Enfim, nossa abertura, escuta, vivência e testemunho da Palavra tem que ter um “selo mariano”.

 

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