Por Pe. Antonio Clayton Sant’Anna, C.Ss.R. Em Artigos Atualizada em 26 MAR 2019 - 13H18

Dia dos fiéis defuntos – Maria, a fiel, já é o que nós seremos

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Celebramos Finados. A palavra está dizendo: os que tiveram um fim. Não só saudades, mas rezamos pelos falecidos. Lembram-nos do nosso destino no querer de Deus, a vocação para o céu, professada no Credo: “Creio na ressurreição da carne e na vida eterna”. A laicidade do Estado não pode proibir culto público aos mortos e nem só regulamentar o comércio no dia de Finados. O progresso científico em todas as áreas de conhecimento não pode recusar o respeito à realidade da morte e nem desprezar a crença na vida pós-morte. Para nós cristãos a morte é o ato máximo da vida. Não querer pensar, ignorá-la fazendo de conta que só há um fim terreno sem um depois, não consola! A morte é nossa passagem para um futuro absoluto que se impõe a todos. Futuro definitivo e imutável. O morrer desafia o limite humano. É a certeza que temos da nossa fragilidade radical. Ligamos a morte à perseverança na fé. Ela é a coroa da vida. “Sê fiel até a morte e eu te darei a coroa da vida” (Ap 2,10), aconselha Jesus aos discípulos perseguidos e provados neste mundo.

Em vida Nossa Senhora participou de velórios e enterros: familiares, amigos, vizinhos. A Bíblia nada informa sobre a morte de São José, mas sem dúvida a Virgem esteve presente nos momentos finais do casto esposo. O Evangelho de São João a coloca no Calvário aos pés da cruz, onde só compareceu o “discípulo amado”. Ela havia guardado em seu coração e meditado sobre os acontecimentos e palavras de Jesus sendo fiel sem compreender tudo. Presenciou sua agonia na cruz e ali acolheu no coração o dever de ser nossa mãe. Ouviu o grito forte do último suspiro: “Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito” (Lc 23,46). Ela seguiu Jesus também no mistério da morte. Maria foi a primeira discípula ressuscitada. Precisamos de seu auxílio para viver a fé na ressurreição dos mortos e na vida eterna. Essa vida que ela já vive nos foi dada em semente no batismo.

Esta verdade está contida no dogma e festa da Assunção de Maria aos céus em corpo e alma. Ensina a Igreja: “terminado o curso de sua vida terrestre, Maria foi assunta em corpo e alma à glória celeste” (L.C.59). A glorificação do corpo de Maria significa o estágio final e supremo de sua conformação com Jesus na vida terrena. O ato supremo do seu contínuo aperfeiçoamento na união com ele. O que os Evangelhos dizem sobre a relação de Maria com a vida, paixão e morte de Jesus, nos permitem afirmar a sua plena união com o Senhor ressuscitado. Na comunhão dos santos, ela é nossa intercessora. Na glória eterna ela é a promessa e o início do que nós também esperamos ser. Primeira redimida, ela nos ensina a crer e dá provas que a força poderosa da ressurreição já é nossa e está aí no coração do mundo se vivermos unidos na Igreja do seu Filho. Olhemos para ela: nossa irmã glorificada!

 

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